Por Hernani Dimantas - Novae
SOPA é a resposta da indústria da propriedade intelectual contra a nova desordem digital. Copyright é um ato contra revolucionário. É o absurdo tamanho poder de lobby sobre a política ocidental. O SOPA - Stop Online Piracy Act tem o objetivo de frear o processo de compartilhamento que a Internet possibilita. Não dá pra negar que a culturalmente fazemos um link muito forte com os frutos do copyright. As músicas, filmes e outros produtos midiáticos são referências importantes e fazem parte do nosso cotidiano. A simples distribuição e compartilhamento desses produtos estão deixando esse pessoal louco. Eles investem fortunas para manter tudo como era antes. Os advogados agradecem e vão continuar agradecendo nos próximois 50 anos.
A rede cresceu muito rápido. Muitos nem se lembram das batalhas que já travamos para estabelecer um pouco de liberdade. Buscamos o potencial de compartilhamento que essa tecnologia permite. E, nesse sentido, sou sempre um otimista utópico. Eu acredito que onde está o perigo, cresce o que salva. O desafio alimenta a cultura hacker. No ciberespaço fazemos as leis. Simples assim.
Somos parte disso. As pessoas querem estar na Internet. No facebook. Querem postar e compartilhar. Afinal, é para isso que serve a web. Não gostaria de ter que me preocupar com a origem da informação para compartilhar. É um ato de conversa. De expressão. O SOPA joga água quente na primeira emenda. A liberdade de expressão é fundamental num estado democrático.
Mas Lamar Smith, o azeredo da vez, vai continuar tentando calar a nossa voz. Entrou em guerra com toda a Internet. Não quer ouvir a conversa fluir. O atabaque eletrônico dando o ritmo de uma outra forma de produzir. Colaboração, compartilhamento, liberdade, copyleft são temas que estão amplamente agenciados na sociedade do século 21. E sabemos que queremos reconstruir o mundo sobre paradigmas contemporâneos.
Nunca se produziu tanto na humanidade como nestes momentos. Estamos produzindo mais informação do que consumimos. Cada vez fazemos melhor. A multidão tem agitado eventos singulares e significativos que tem influenciado as decisões políticas. É isso que queremos. É por isso que temos que lutar.
Não temos medo de leis. Não temos medo da hipocrisia da velha política. Dominamos as ferramentas para nos organizar. Somos muitos. Não somos partido, nem grupo, nem tribo. Multiplicamos nossas emoções á enésima potencial. Uma calda longa de crenças e desejos. Queremos uma ampla reforma das leis de proteção aos direitos autorais, que permitiria, entre outras coisas, usar redes de troca de arquivos para baixar livros, músicas e filmes sem pagar nada. Essa é a minha luta.
Spartacus!!!
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