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Quem vota também deve cumprir a lei


Por Genaldo de Melo


Quero destoar da opinião geral e corrente de eminentes especialistas e formadores de opinião sobre a questão da maioridade penal no Brasil. Quando os mesmos defendem a causa da responsabilidade penal para os indivíduos a partir dos 18 anos, acredito que seus argumentos devem está bem fundamentados, e capazes de convencer, mas mesmo assim em minha opinião são falíveis.

Deixo claro é lógico desde já, que como vivemos em plena democracia, em plena diversidade de paradigmas como garante a nossa Constituição Federal, que posso até incorrer no erro de nadar contra a maré, mas não concordo que um indivíduo de 16 anos de idade que comete um crime assaz atroz não seja responsabilizado pelo seu ato em si. Seria falso comigo mesmo e imbuído de dubiedade com os outros. Quem nessa “tenra” idade cometer infração de natureza grave merece é cadeia mesmo!

Em vez de ficar tanta gente divagando sobre esse tema considerado polêmico que foi polarizado pelas forças antagônicas do mundo político, principalmente quando a disputa pelo poder do Estado acontece o ano que vem, deveria era se pensar num sistema educacional que contribuísse para uma sociedade sadia e sem indivíduos de 16 anos cometendo crimes nas ruas.

Quando um indivíduo que representa uma força política que almeja chegar ao poder a partir de 2015 defende a causa da responsabilidade penal a partir dos 16 anos, é lógico que a força política contrária vai defender exatamente o contrário. É a lógica da política! Politicamente aqui ninguém tem limitações, mas ser emprenhados pelos ouvidos diante de um assunto tão sério como esse, é que é difícil de compreender.

Sou contra a corrente geral de opinião sem politizar o tema. Um jovem que tem 16 anos de idade, que tem a capacidade e o direito, mesmo que facultativos de escolher seus representantes para os parlamentos e para os governos, por que ele também não pode ser responsabilizado pelos seus atos contra as regras que regem nossa sociedade?

Agora defendo sempre que os reformatórios penais desse país sejam espaços de melhoramento da natureza humana e sejam espaços para o mundo do trabalho, e não espaços de ociosidade e oficinas do diabo.

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