Por Genaldo de Melo
As eleições municipais estão se aproximando e
os cenários políticos começando a se definir nos horizontes, e de conformidade
com o que acontece em todas as eleições também começam a surgir os cientistas
de plantão, bem como os analistas de “senadinhos”, bares e pontos de ônibus.
Todos bem munidos de argumentos defendendo as mais variadas teses sobre quem
vai assumir o posto de prefeito em Feira de Santana a partir de janeiro de
2017.
Cada um destes atores do improviso defende
com “unhas e dentes” e com a certeza quase absoluta, seu candidato ou sua
agremiação partidária, não levando em conta nunca que todas as eleições se
caracterizam pela incógnita eleitoral, apesar de que avaliações sem paixões
também são feitas a partir dos resultados da própria história política em Feira
de Santana dos últimos anos.
Com certezas e incertezas, certos ou errados
todos acham que sua opinião sobre as eleições municipais é a mais correta. E de
fato com a aproximação da eleição municipal nada mais correto do que especular,
porque isso também faz parte da própria política como "coisa em si".
Nesse sentido especula-se sempre sobre nomes
e projetos que estão em movimento há muito tempo. E entre os principais nomes
estão o atual prefeito José Ronaldo (DEM), o deputado estadual José Neto (PT),
Ângelo Almeida (PSB) e o deputado federal Fernando Torres (PSD). Sendo que além
destes, outros nomes orbitam o imaginário popular, em que uns de fato serão
candidatos e outros estão apenas colocando seus nomes para negociar
politicamente seus “passes” eleitorais.
Especular com certeza absoluta sobre quem
será o vitorioso não passa de devaneios, porém sabe-se de antemão que é muito
difícil enfrentar nas atuais condições o atual prefeito municipal, que além do
controle da máquina municipal também está em plena articulação e coordenação
direta de mais de vinte partidos políticos. Além disso, ele conta com apoio
quase que total dos meios de comunicação local, bem como a vasta camada de
lideranças políticas, comunitárias, religiosas e de plantão, principalmente aquelas
que estão sobre a proteção política dos cargos e empregos diretos da Prefeitura
Municipal.
Do mesmo modo, que especuladores “amadores”
avaliam o teatro político que começa a se desenhar, também tem muita gente que
avalia segundo critérios científicos e pautado na experiência dos resultados
eleitorais dos últimos pleitos, em que ambos os atores que estão no palco hoje
sempre estiveram presentes. Nesse sentido, em todas as eleições quando a
oposição ao prefeito José Ronaldo esteve dividida, ele sempre derrotou a todos
sempre no primeiro turno.
Pulverizar candidaturas contra o atual
prefeito tem sido premissa de derrota anunciada, e pode ser que de novo
aconteça o mesmo, até porque a história tem sido a prova dos nove, como ensinou
o homem de Florença. E gente de bom senso que faz política na prática tem
certeza absoluta que vai acontecer a mesma coisa, até porque os bastidores, os
segredos escondidos e aqueles que estão sendo revelados aos poucos demonstram
que José Ronaldo pode de novo abraçar a vitória já no primeiro turno das
eleições, e de novo dizer sem palavras para a oposição ao projeto político de
seu grupo, que vá de novo avaliar se separados vai ser alternativa em Feira de
Santana nas próximas eleições de 2020.
É melhor que a oposição pense logo de forma
urgente nisso, ou seja, em unificar o discurso em torno de um nome somente,
capaz de aglutinar em um projeto todos os viés políticos que anseiam em
participar do próximo governo municipal, pois do contrário correrá o risco de
inclusive até outubro perder quadros eleitorais que vão embora, porque não
querem perder a chance da proteção dos cargos e dos empregos diretos da
Prefeitura Municipal. É a história!
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