Pular para o conteúdo principal

A pirotecnia política não deu certo

Por Genaldo de Melo
A imagem pode conter: texto
Os crimes de Michel Temer são bem conhecidos na imprensa brasileira, mas sua prisão sem julgamento e sem condenação é uma aberração jurídica, o que prova que essa Lava Jato não tem nada de jurídica, e sim de política. Prova somente que os petistas têm razão, pois tem que se colocar em cana quem não serve mais, sem julgamento nenhum, apenas para justificar a prisão de Lula, e fazer cortina de fumaça em favor dos interesses de Bolsonaro.

Então não existem surpresas, nem novidade nenhuma, em sua soltura, porque era somente questão de tempo. Se o “vampirão boca de envelope amassado” tem culpa, ele tem sim que ser investigado até a última gota, ser julgado, condenado e cumprir sua pena como rezam as cartilhas jurídicas.

A impressão que ficou do evento estranho foi de verdadeira pirotecnia política que resultou num verdadeiro desastre tanto para o mentor da Lava Jato, hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, como também para o próprio Bolsonaro, que acabou comprando uma briga desnecessária com Rodrigo Maia, atrapalhando ainda mais seu desejo de mudar as regras das aposentadorias, prejudicando os brasileiros e beneficiando os grandes devedores da própria Previdência. Maia entregou a responsabilidade da articulação política!

Mesmo não dando certo o que foi projetado para servir de ameaça, tem muita gente sentindo o cheiro de algo muito grande para acontecer que abalará as estruturas da república brasileira. Há quem diga que Sérgio Moro será um fiasco, pois seu projeto anticrime pode não ser aprovado, e se comprovar um desastre político, e também há quem diga que Bolsonaro corre o risco de sofrer um impeachment.

Usar Lula nesse momento como cortina de fumaça não cabe mais, pois o líder político das massas populares já está preso indevidamente. A não ser que se descubra uma coisa braba para prender o próprio Rodrigo Maia, que muita gente acha meio difícil. Mas com essa turma de Curitiba não tem esse negócio de justiça ou provas jurídicas quando eles querem ferrar com alguém!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...