Por Genaldo de Melo
Alguns membros da chamada esquerda brasileira
ainda não largaram o passado, como se ele fosse eterno. Parece que ainda não
assimilaram que a conjuntura política é outra e que é preciso alguns passos
para se construir uma possibilidade de vitória eleitoral em 2022.
Nas contas feitas e refeitas se todos os 11
partidos que decidiram fazer oposição ao bolsonarimo na Câmara dos Deputados escolherem
apenas um nome, conta-se com 249 votos. E se vier o PSOL significa o controle
daquela Casa em primeiro turno.
Agora num momento como esse, membros da
esquerda vim para cá com essa história de que não se pode apoiar esse ou aquele
nome porque apoiou o golpe contra Dilma, aí já não é nem mais retrocesso, é
burrice mesmo!
O passado já passou, e agora é definir se quer
derrotar Bolsonaro ou se quer que ele mais uma vez se eleja. Porque seus 30% de
apoio popular ele não deixou de ter, como se comprova em todas as pesquisas feitas
até então.
É bom que alguns cidadãos leiam mais sobre o
que de fato foram as aspirações passadas de Giovanni Gentile como filosofia de
vida, porque não estão entendendo que intolerância para gerar a derrota do
Brasil é nada mais nada menos do que viver como nos anos trinta na Itália.
É bom também não esquecer de que não é mais
nenhum partido de esquerda que governa o Brasil. Quem governa é quem todo mundo
junto que derrotá-lo. Ou se toma uma posição clara atendendo às exigências da
conjuntura atual, ou passará mais tempo sendo animado por Bolsonaro e seu
circo.
Que fique bem claro a lição do homem de Florença: “a prudência consiste em reconhecer as qualidades dos inconvenientes, e ver o menos prejudicial como bom”. Intolerância nessa conjuntura é burrice!
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