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O DESTINO DE TEREZINHA

Por Genaldo de Melo

Moça nenhuma naquela pequena cidade do Sertão era tão bonita como Terezinha. Todas as moças morriam de inveja dela, dos seus cabelos, de sua cintura, de seus bem distribuídos e caprichados 58 quilos, de seu corpo escultural. Pretendentes tinha prá lá de cinquenta, somente entre aqueles que tinham coragem de lhe dá uma bela cantada e levar um fora.

Os jovens mancebos ficavam loucos com sua presença. A maioria virava poeta ou artista sem nome todos os dias somente para cantar música popular ao violão quando ela estava presente em locais públicos. Presentes? Ganhava tantos que já não tinha onde colocar em suas prateleiras no quarto de dormir.

Rejeitava as cantadas que recebia com toda elegância que uma jovem simpática de interior deve fazer, porque era moça decente e de família. Até as propostas mais elegantes ou indecorosas dos jovens das famílias bem abastadas da cidade rejeitou como se fosse o diabo.

Num belo dia de terça-feira desembarcou da marinete que vinha de Aracaju todos os dias um mancebo dos cabelos loiros, raparigueiro e bebedor de cerveja inveterado. O estranho de nome Américo foi trabalhar na oficina mecânica de Sêo Lio. Todas as noites saía a praça da matriz para beber com a rapaziada no Bar “05 Estrelas”.

Quando o mancebo viu Terezinha, tratou o caso da conquista da moça como uma guerra que ele tinha que vencer. Não precisou de muita coisa e em pouco tempo já estava aos beijos na porta da casa de Moreira, vereador querido na cidade. Num amor que parecia aqueles eternos amores de Vinicius de Moraes. Depois de cinco meses casaram na igreja ouvindo o sermão do mais moralista dos padres do Sertão.

Depois de quatro anos casados, e depois de nove meses prenha, no dia 05 de fevereiro de mil novecentos e oitenta e sete, nasceu o terceiro filho de Terezinha. Saudável e lindo. Aliás, o moleque mais lindo das redondezas nos últimos anos. Mas Terezinha pesava 110 quilos bem caprichados. Perdera todo o encanto que tinha. Seus cabelos estavam mais do que estragados, sua pele flácida como vento, e emburrada como Sêo Lunga.

Alguns dias depois, ficou-se sabendo na cidade que Américo desapareceu. Desapareceu com ele também a melhor amiga de Terezinha. A sua confidente Joana.

Dois anos depois, desceu da marinete Joana com dois moleques pequenos. Um de colo, e outro com seus seis anos de idade. Américo desapareceu na calada da noite e abandonou Joana ainda de resguardo e com um filho lindo que ele tinha em Nossa Senhora do Socorro. Depois Terezinha descobriu mais três mancebinhos de mães diferentes na cidade reclamando que o pai era nada mais nada menos do que Américo. Que destino!

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