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Novo quixotismo fora dos livros

Por Genaldo de Melo No mundo político existem homens que só funcionam enquanto estão em pleno confronto com qualquer outro inimigo. Se não houver esse inimigo eles inventam. Se não existir como inventar um inimigo real, eles inventam iguais a um Dom Quixote fora dos livros, seus inimigos imaginários. Bolsonaro nos seus dias de governo vem provando o que sempre foi sua história, um homem feito para o confronto com inimigos que ele mesmo inventa,  como sempre fez nos seus quase trinta anos de parlamento. Como deputado isso funcionou muito bem, porque suas responsabilidades consistiam apenas em está presente no plenário do Congresso Nacional e nas urnas em tempos de eleições. Mas para governar é diferente, não se pode criar inimigos, quando a política como coisa em si exige consensos. Pode até mesmo durar um certo tempo sua quixotesca guerra cultural contra seus inimigos imaginários, esquerdistas, comunistas, e membros do tal de marxismo cultural, mas o próprio tempo...

A rainha da Inglaterra das terras brasileiras

Por Genaldo de Melo Quem se acha no direito de apenas chefiar os outros sem ouvir absolutamente ninguém, acaba chefiando um rebanho de tolos prontos ou uma legião de demônios com sede. Não existem outras palavras para definir melhor um homem que foi eleito democraticamente pelas urnas, mas se tornou uma espécie de rainha da Inglaterra por querer ser chefe sem força. Se Bolsonaro tivesse força política suficiente poderia até criar um grupo de tolos conscientes para governar com ele outro rebanho de tolos inconscientes de sua tolice. Mas a falta de inteligência política, comprovada em 28 anos de Congresso Nacional sem participar de comissão temática nenhuma, expõe sua incapacidade para governar tolos, se fosse fácil criá-los nos tempos de hoje. O resultado de sua inépcia, aliado a sua necessidade doentia de criar inimigos o tempo todo, de não querer descer do palanque para governar, fez com que ele escolhesse para ajudá-lo a governar, uma legião de demônios. Os mais fracos ...

Um engodo chamado Mário

Por Genaldo de Melo Mário estava morando na comunidade apenas há três meses, na casa mais cara, de um aluguel vultoso. A residência que ele estava morando corria de boca grande, que já morara um Barão do açúcar. Sempre calado, silencioso, sem conversar com ninguém, ali ele residia há poucos tempos. Educado, pois todos os dias e todas as horas ao encontrar as pessoas da comunidade, sempre lhes corteja com um “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”, com um sotaque forte que demonstrava alegria e prazer em fazer isso com as pessoas da área, que já lhe nutria certa afeição desconfiada. Todos os dias impreterivelmente às sete horas da manhã, um carro luxuoso pegava Mário e na boca da noite lhe trazia de volta. Os fofoqueiros do bairro  começaram a fazer especulações a respeito do rapaz do casarão do Barão. Ora, ninguém sabia da vida dele, de onde viera, apenas que era misterioso. Parecia que ele era nobre e trabalhava em alto cargo do Governo. Pois ninguém sai e volta em carro gr...

Terrorismo com a verdade

Por Genaldo de Melo A mídia como Quarto Poder é terrivelmente mobilizadora de massas quando os seus interesses e os de seus financiadores estão em jogo. Qualquer fato corriqueiro ou extraordinariamente importante se torna o centro das atenções de toda sociedade quando ela coloca seus dedos. Assim de tempos em tempos, u m assunto é trabalhado como osmose. Se ela quiser colocar gente nas ruas para defender um governo ela coloca. Se ela quiser derrubar um governo, como num toque de mágica ela enfeitiça não somente quem não tem tempo para pensar, mas toda uma gama de gente que forma opinião. Agora a moda é falar sobre o Coronavírus. Não que o assunto não deva ser tratado, pois é coisa por demais séria, pois se trata de uma pandemia mundial. O problema é o terrorismo midiático que estão fazendo. A China foi o centro das atenções como a grande culpada pelo problema, mas quando ela começou a resolver o caso, esqueceram dela como num passe de mágica. O terror está...

As panelas começam a bater contra o silêncio dos decretos

Por Genaldo de Melo Que é pura insanidade qualquer cidadão de mente sã sabe, mas Bolsonaro insiste em sua loucura de tentar governar o Brasil via decretos “pessoais", sem interferência dos outros poderes. Atrapalhado, incompetente e incapaz para o cargo todo mundo também sabe, mas ele vai fazendo do circo sua estratégia insana diária, a ponto de Miguel Reale Jr. acenar ao MP para estudar a saúde mental do homem. Nos últimos dias ele disse que o Coronavírus seria exagero da mídia, depois contrariando tudo fez live com máscaras cirúrgicas, e depois contrariando de novo foi às mobilizações contra o Congresso e o STF em plena crise do próprio Covid 19. Nas mobilizações que ele mesmo convocou, conseguiu colocar nas ruas uns “gatos pingados", mas fiéis às suas loucuras. Porém colocou a nata da insensatez e da ignorância política desse país. Foi gente sem juízo, a defender o feminicídio contra um tal de “fomenicídio" do PT, a defender um novo AI-5 sem co...

MORTE AO FEMINICÍDIO EM NOME DAS MULHERES*

Por Genaldo de Melo A violência contra a mulher, mais especificamente os crimes de feminicídio, não é coisa nova como vem se apresentando na mídia tradicional e com mais atenção das instituições. Mulheres em todos os tempos sofreram do resultado macabro do machismo na sociedade brasileira. A luta pela eliminação das disparidades nas relações de poder entre homens e mulheres é que pode ser considerada coisa mais recente, porque necessariamente houve nas ultimas décadas um avanço da distribuição do conhecimento e da circulação das informações. Mas pensar em eliminar a cultura do machismo que mata tantas mulheres no Brasil não é coisa tão simples como tenta apregoar as instituições e a própria mídia brasileira. O machismo assim como outros vícios de comportamento social é da natureza cultural brasileira, resultado de nossa formação patriarcal, que precisa ser combatido em suas próprias raízes. Não vamos ser ingênuos em acreditar que denunciando apenas poucos indivíduos e os pu...

O estranho óleo da Venezuela

Por Genaldo de Melo É precipitado, e também ridículo, que esses homens que deveriam pensar em aumento de nossas divisas, e em geração de empregos para o povo brasileiro, fiquem a insinuar que a Venezuela é a grande culpada pelo óleo espalhado pela costa nordestina. A narrativa colocada parece conspiração. A cada entrevista que dão, nas entrelinhas insinuam que Maduro quer guerra com o país de Bolsonaro. Então começou a encrencar este exatamente pelo território que vive o povo que não gosta dele. A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo e de ouro do mundo, mas os americanos proibiram que seus subordinados pelo resto do mundo comprem qualquer coisa desse país. Então como não vai haver crise num país que produz, mas não pode vender? Tem que ser muito limitado intelectualmente para acreditar nas insinuações de que a Venezuela derramou óleo bruto no Nordeste para encrencar o Brasil. Isso parece mais coisa das empresas americanas que querem o Petróleo venezuelano...

Defesa da ditadura é coisa de débeis mentais

Por Genaldo de Melo Na democracia todo mundo é livre para defender inclusive a não existência da própria democracia. A liberdade de expressão é a própria prerrogativa principal de tal regime. Agora naturalmente sem nenhum tipo de resistência à raciocínio, quem defende uma ditadura em pleno regime democrático tem sérios problemas mentais. Defender a tese de que não se faz mudanças estruturais para o melhoramento de uma sociedade pela via democrática, é prova inconteste de incapacidade de convivência, de diálogo sadio com seus pares contrários. Defender a ditadura, em qualquer que seja o seu tipo, é coisa de gente incapaz, burra e doente mental, que precisa de tratamento psiquiátrico. Isso é coisa de gente que apesar de adulta tem bipolaridade grave: tem na cabeça a mistura duma criança de dez anos de idade com a cabeça de um monstro que acha que se deve matar gente como se mata insetos e pragas da lavoura.

Os desencontros que animam o animador de circo

Por Genaldo de Melo O animador de circo tuiteiro que se tornou presidente da República, mesmo sendo incapaz e inapto para o cargo, deve está rindo à toa no hospital com as recentes bobagens dos seus opositores que deveriam se unificar em torno de um só projeto e de um só discurso. Não à toa, porque ele tem cumprido de forma eficaz aquilo que é de sua inteira responsabilidade, que é ocupar as forças políticas de esquerda com suas bo bagens de pseudo-ditador, enquanto Paulo Guedes toca a agenda econômica em favor dos donos de fortunas do país e do exterior. O PT como maior partido de esquerda, mas com o hegemonismo de sempre parece desencontrado, porque enquanto uns defendem que a agenda política para 2022 deve continuar em torno de Lula, outros defendem a tese de já trabalhar nomes alternativos. Já Ciro Gomes de forma desastrosa desagrega com sua mágoa a cada entrevista ou comentário que faz. Interessante é que diz que os mais de 47 milhões de votos de Haddad é uma far...

O fascismo

Por Genaldo de Melo Ao acabar a Segunda Guerra Mundial a Itália estava em estado de total agitação social e política. Enquanto foi forçada a ceder parte de seu território à Iugoslávia, a nação italiana cambaleava pelas grandes perdas durante a guerra. O desemprego crescia, ao mesmo tempo, em que a economia encolhia. Os políticos tradicionais não conseguiam dá respostas aos diversos problemas enfrentados pelo país, fazendo com que grupos de esquerda e de direita crescessem a popularidade entre os camponeses e trabalhadores. Nesse cenário então, defendendo uma nova forma radical de organização social, baseada no Estado fascista, o Partido Fascista Nacional (de direita), sob a liderança política de Benito Mussolini, e assessoria de Giovanni Gentile, usando a retórica nacionalista começou aos poucos a ganhar apoio popular, para enfim chegar ao poder Com o texto “La dottrina del fascismo”, atribuído a Mussolini, mas que pode ter sido escrito por Gentile, construiu-se a...

O animador de circo e os delírios dos mentecaptos

Por Genaldo de Melo Doses cavalares de imbecilidade foram distribuídas, principalmente pela imprensa tradicional, a uma parcela da população que parece que não ler a realidade e em matéria de política não enxerga um palmo diante do nariz. E o resultado de tamanha intoxicação cultural é que essa parcela da população comemora a cada grosseria do homem que ela ainda continuam acreditando que resolverá os problemas brasileiros. Mas seu “mito” em vez de trabalhar para melhorar a situação brasileira, atrair investimentos e gerar empregos, continua distribuindo mais doses de imbecilidade com suas falas tostas e vazias de sentido cultural e político. A intoxicação é tanta, que ainda não perceberam que Bolsonaro não trabalha. De fato quem trabalha pelos interesses dos donos de fortunas é Paulo Guedes. O mito só serve para ocupar mentes vazias. A intoxicação cultural é tanta, que ainda não perceberam que o Brasil não tem um presidente para governar de fato, tem é um animador...

A aberração do novo protetorado

Por Genaldo de Melo Com exceção daqueles que dependem economicamente do governo de Bolsonaro, bem como daqueles que se assumem membros da nova casta do abecedário do analfabetismo político, o resto da sociedade brasileira não somente é contra, mas acha uma aberração o filho de Bolsonaro como embaixador brasileiro nos EUA. Mas é preciso compreender de fato o que é este novo governo. Um governo fraco, de gente que não estuda a realidade brasileira, de gente folclórica, e aves de rapina da coisa pública. Basta ver as escolhas que foram feitas até aqui, e basta ver os quadros que foram escolhidos para governar junto com este ocaso. Escolher o filho para a embaixada no país mais abastado economicamente do mundo, mesmo sabendo que ele não tem as aptidões para o cargo, não é nenhuma novidade num celeiro governado por um sujeito que acha que é um monarca, e não um presidente eleito para apenas quatro anos de mandato. O filho de Bolsonaro além de não ter as prerrogativas neces...

Os heróis instantâneos

Por Genaldo de Melo Em qualquer sociedade os grupos que se organizam e que se propõem a administrar politicamente a coisa pública, precisam de seus líderes, de seus ícones e de seus heróis. Jamais poderia ser diferente na sociedade brasileira. Os grupos políticos que sempre estiveram no poder no Brasil criam seus líderes da noite para o dia, com dinheiro fácil, com mídia e com os aparatos de que dispõem com mais facilidade do que a maioria do povo que se organiza. Porém, esses grupos não representam o todo da sociedade, eles representam apenas quem tem dinheiro, mídia e os aparatos. Cabendo sempre a maioria construir seus líderes, ícones e heróis às duras penas. Por isso, que na maioria das vezes os heróis da maioria do povo brasileiro, são sempre os heróis da minoria que os criam da noite para o dia. Nos últimos tempos a grande liderança do povo foi Lula. Com este preso, outros líderes menores não conseguem nem mesmo conviverem juntos, por isso que falsos heróis ...

Deputada de Bolsonaro defende trabalho infantil

Por Genaldo de Melo A deputada federal, Dayane Pimentel (PSL/BA), que foi eleita na moda do bolsonarismo, e continua uma ilustre desconhecida do grande público baiano por apresentar um trabalho diminuto para quem deveria representar a Bahia em Brasília, parece que só aparece nas fotos quando resolve repetir o que Bolsonaro fala de pior. Como deputada eleita ela poderia aproveitar seu momento para deixar sua marca na história, mas faz tudo ao contrá rio para envergonhar o povo baiano. Entre os principais absurdos da moça estão a apresentação de projeto de lei contra cotas raciais em universidades e institutos federais, culpar o passado pelos erros atuais e quando entrou na onda dos “contras” as cenas de nudez falsas nos campus universitários para cortar recursos. Parece que seu mandato é a extensão das asneiras verbais de Bolsonaro. Agora ela simplesmente resolveu de novo imitar seu chefe e defender publicamente o trabalho infantil. Deveria ser motivo de piada, mas não...

Deputado debocha dos aposentados brasileiros

Por GenaldodeMelo Na votação do texto da reforma da Previdência na Comissão Especial na Câmara dos Deputados aconteceu uma das coisas mais bizarras, mais abjetas e politicamente mais nojentas, desde que a elite econômica aliou-se com a elite política brasileira e retirou do poder sem provas cabais de crimes Dilma Rousseff, eleita democraticamente. Durante as discussões o tal deputado federal, Darcísio Perondi (MDB/RS) protagonizou  cena que significa o desprezo que alguns desses bolsonaristas dispensam publicamente pela sociedade e pelo povo brasileiro. Ele vergonhosamente debochou da cara dos brasileiros que devem se aposentar com apenas um salário mínimo, e zombando de que a maioria não preenche os requisitos para tal, mandou que estudassem. Foi simplesmente a maior falta de respeito pela maioria dos brasileiros dos últimos tempos. Passou dos limites! Impressionante como um elemento com essa natureza ruim consegue se eleger para simplesmente retirar direitos do...

Novo homem de bem está doente

Por Genaldo de Melo Vendo mais uma vez uma parcela mínima de "cidadãos de bem" ocupar espaços públicos para defender o ministro Sérgio Moro, depois das graves denúncias de desvios de conduta profissional para condenar o ex-presidente Lula, bem que poderia ser um fio de esperança para que outros cidadãos também ocupassem as ruas para defender direitos elementares adquiridos durante décadas de lutas. Mas qual nada! O que se viu foram absurdos que deverão em futuro próximo ser material de estudos acadêmicos, tal as bestialidades mentais de alguns participantes dos eventos. Chamar a Rede Globo de Televisão (que defende o próprio Moro) de comunista e aliada de um projeto político do Fórum de São Paulo para construir na América Latina uma espécie de nova União Soviética, não pode ser considerado normal. Isso deve ser resultado daquelas “tempestades de merda” , como pensa o filósofo sul-coreano Byung-Chil Han . Vendo esses absurdos que a sociologia e a psicologia socia...

Os novos inimigos únicos

Por Genaldo de Melo Em seu excelente tratado de propaganda política, Jean-Marie Domenach ensinou aos modernos propagandistas de construção de imagem de projetos políticos de indivíduos, grupos ou forças políticas, exatamente o que foi feito na Alemanha hitlerista quando Goebbels e Hiltler escolheram como matéria de sua propaganda um inimigo único, que foi o povo judeu. Simplificaram seu projeto de poder nazista em apenas poucos ataques direcionados a criação do ódio coletivo contra apenas um povo. Ou seja, como não havia premissas suficientes para convencer com suas idéias de que seu projeto era capaz de alavancar a nação alemã, colocaram em prática a idéia simples de que existia um inimigo comum aos alemães, que deveria ser combatido e destruído na sociedade alemã. Essa técnica foi muito utilizada em tempos recentes para que as atuais forças políticas que governam a nação brasileira chegassem ao poder. O inimigo único a ser combatido por todos, o bode expiatório fedorento...

Bolsonaro vai cair

Por Genaldo de Melo O povo que se prepare para enfrentar mais crises que deverão vir por aí, pois Bolsonaro caminha em passos largos para sua triunfal queda. Com um ministro que confunde política com gestão de fortunas e tenta a todo custo colocar em prática na economia receitas velhas que não deu certo em nenhum lugar do mundo, sua popularidade junto ao povo e ao “mercado” não anda muito bem. Com o sinal vermelho aberto com a recente pesquisa do “mercado” (XP/Ipespe), bolsonaristas de plantão devem colocar as barbas de molho, pois até mesmo o vice Mourão tem mais popularidade do que Bolsonaro. Rumores ainda dizem que da mesma forma que ele acabou se elegendo na esteira das pancadas da campanha do #Elenão, Mourão cresce a cada dia quando leva pancadas dos filhos e do guru do homem. A possibilidade de queda de Bolsonaro já não é mais uma fantasia de seus desafetos, é um fato incontestável diante dos seus tantos fracassos políticos, diante de um Congresso repleto de raposas ...