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A Comissão Verdade, um passo para avançar a democracia

Editorial do Vermelho


A presidente Dilma Rousseff deu, nesta quinta feira (10), o passo necessário e esperado pelo Brasil: indicou os nomes que formarão a Comissão da Verdade, que será integrada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Gilson Dipp, o ex-procurador-geral da República Cláudio Fontelles, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o embaixador Paulo Sérgio Pinheiro, a psicanalista Maria Rita Kehl e os advogados Rosa Maria Cardoso da Cunha e José Paulo Cavalcanti Filho.

São sete brasileiros que terão a incumbência de levar adiante a tarefa de esclarecer os crimes cometidos pela repressão política da ditadura militar de 1964, embora a lei que criou a Comissão tenha definido um prazo de abrangência muito maior, de 1946 a 1988.

A nomeação de seus integrantes define o cenário onde a luta pela apuração daqueles crimes vai se dar nos próximos dois anos, prazo definido em lei para sua atuação. A lista de crimes é extensa, concentrada principalmente no período da ditadura militar (1964 a 1985). É uma cronologia de horrores e desumanidades que envolve tortura, sequestro, perseguição policial, assassinatos, ocultação e destruição de cadáveres, entre outras modalidades de ação ilegal e truculenta contra opositores políticos da ditadura militar.

A tarefa da Comissão será árdua. Vai enfrentar desafios como o escamoteamento de documentos e arquivos com informações necessários para esclarecer aquelas barbaridades como também a oposição e resistência dos setores conservadores e direitistas e dos saudosos da ditadura militar e seus métodos brutais.

Mas terá o apoio decidido dos democratas, da juventude, daqueles que exigem o esclarecimento daqueles acontecimentos e lutam pela responsabilização daqueles que torturaram, perseguiram e assassinaram sob o manto do Estado ditatorial. Este apoio é fundamental. Ele expressa a consciência da Nação e a confiança no avanço e consolidação da democracia. Bom trabalho aos sete indicados!

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