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A favela do comércio

Por Genaldo de Melo
Expressar uma opinião sobre determinado tema, ou sobre uma situação que incomoda, e que absolutamente não concordamos, é muito difícil, e até mesmo perigoso, quando estamos em período próximo às eleições municipais. Isso porque naturalmente surgem logo os especuladores de plantão para dizer que estamos em função de algum projeto de grupos políticos. Mas mesmo assim, algumas coisas devem ser ditas, independente de período eleitoral ou não.
A Avenida Marechal, no Centro Comercial de Feira de Santana é uma verdadeira favela a céu aberto. É tamanha a confusão e a sujeira daquilo ali, que parece que estamos numa Babilônia, com alguns ingredientes a mais na história. Quem ali trabalha e quem por ali passa, e além disso, quem consome os produtos em venda no local, não merece tanto desprezo e tanta desorganização.
Politicamente não temos nada contra ninguém, até porque não somos candidato a nada nas próximas eleições para que alguém possa nos acusar de nada. Aliás, nem conhecemos inclusive quem é o responsável no município pela administração daquele importante espaço comercial de nossa cidade. Do mesmo modo, somos plenos defensores da geração de emprego e renda, do mundo do trabalho, como várias pessoas estão fazendo naquele espaço, criando seu sustento e de suas próprias famílias.
O que não concordamos é com a literalmente falta de organização, porque cartão-postal da cidade não são apenas o mercado de arte, os viadutos e a Avenida Getúlio Vargas. O comércio de Feira de Santana é um grande cartão-postal para todo o Nordeste brasileiro, e todo mundo sabe muito bem disso. Então alguém deve pensar numa solução viável para pelo menos padronizar e organizar a Avenida Marechal, porque convenhamos daquele jeito que está, nem feirantes e comerciantes locais concordam.
Outras cidades parecidas com a nossa Feira de Santana já tomaram a postura política e técnica, e resolveram o problema parecido. Muitas recorreram às agências de cooperação, apresentaram bons projetos viáveis e tiveram aprovação, tanto das mesmas como dos parlamentos locais, que compreenderam a importância de organizar o comércio e as feiras livres, e do mesmo modo, não deixar nenhum barraqueiro informal sem o seu sustento.
Esperamos todos os cidadãos feirenses que os candidatos ao Executivo Municipal nos debates possam apresentar a solução durante o período eleitoral que convença, e de fato possa ser feito nos próximos quatro anos para resolver esse problema de nossa cidade. Porque entendemos que aquele da Avenida Marechal pode ser resolvido, sem que necessariamente nenhum barraqueiro ou feirante seja enxotado, e fique ao Deus dará..., sem emprego e sem renda suficiente para sobreviver economicamente.
Cabeça foi feita prá pensar, principalmente numa metrópole como a nossa, que tem uma universidade estadual, e prestes a receber uma federal. Não precisamos de favelas urbanas, e principalmente em nosso importante comércio, precisamos de solução. E técnica não nos falta!

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