Pular para o conteúdo principal

Enquete da Folha sobre eleição de Renan mostra votos diferentes

GABRIELA GUERREIRO
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

Senador de primeiro mandato, o mato-grossense Pedro Taques (PDT) foi escolhido por apenas 18 colegas na votação secreta em que perdeu a presidência do Senado para Renan Calheiros (PMDB-AL) na sexta-feira.

Em publico, porém, seu rol de admiradores parece ser um pouco maior.

Em enquete realizada pela Folha, 24 senadores asseguraram ter votado em Taques. Ou seja, a menos que tenham cometido um lapso coletivo em uma simples votação, pelo menos seis senadores mentiram.
o

Na semana passada, Taques recebeu formalmente o apoio dos partidos de oposição, o que lhe garantiria quase 30 votos na teoria. Como a votação foi secreta, alguns senadores não cumpriram a promessa.

Eleições no Senado 

Com 56 votos, Renan Calheiros venceu Pedro Taques na disputa pela Presidência do Senado
 
A diferença não teria sido suficiente para tirar a vitória de Renan, mas a enquete sugere que o novo presidente do Senado, denunciado por três crimes pela Procuradoria-Geral da República, se beneficiou do voto secreto.
Editoria de Arte/Folhapress
Placar da enquete x placar da votação que elegeu Renan Calheiros
Placar da enquete x placar da votação que elegeu Renan Calheiros

A Folha ouviu entre segunda-feira e ontem 73 dos 78 senadores que votaram na sexta. Renan teve menos votos na enquete que na votação real: apenas 35 senadores admitiram ter votado nele.

Outros 14 optaram por não declarar o voto e 5 não foram localizados. A enquete excluiu os três senadores que faltaram à sessão: Humberto Costa (PT-PE), Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) e João Ribeiro (PR-TO).

Em comum, os senadores que abriram o voto em favor de Renan dizem que cumpriram a tradição do Senado de escolher o candidato filiado ao maior partido da Casa.
"Meu voto foi de respeito à regra constitucional e regimental que define a proporcionalidade partidária, bem como a orientação do PT", justificou Eduardo Suplicy (PT-SP), que escreveu uma carta aos seus eleitores para explicar o apoio a Renan.

"O Taques acha que eu votei nele, o Renan também. O voto é secreto", disse o senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que não quis revelar o voto.

Ao saber que teve mais apoio na enquete do que no dia da votação, Taques criticou a postura dos colegas, mas disse não estar chateado. "Quem deu a palavra não cumpriu. Quem tem que ficar magoado é quem não seguiu sua consciência."

Na bancada do PSDB, que tinha fechado o voto em Taques, o senador Ruben Figueiró (MS) admite que votou em Renan. Ele assumiu o mandato como suplente na semana passada e disse que havia se prometido ao titular da cadeira que votaria em Renan.

Os outros tucanos dizem ter votado em Taques. No DEM, que tem 4 senadores, 2 declararam o voto em Taques.

O PT havia fechado posição em favor de Renan, que teve o apoio do Palácio do Planalto. Entretanto, dois senadores da bancada não quiseram revelar o voto e 2 não foram encontrados pela reportagem.

Editoria de Arte/Folhapress
Enquete com senadores sobre a eleição para presidente da Casa

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A cada dia aumenta o número de pré-candidatos em Feira de Santana, agora é Dilton Coutinho

Por Genaldo de Melo Mais um nome entra na fogueira das discussões e cogitações para ser candidato ao Paço Municipal em Feira de Santana, e o assunto não deixa de ser cogitado hoje em rodas de conversas, jornais, sites e blogs, além do mundo política da cidade. Dessa vez surge como candidato o radialista Dilton Coutinho, nome bastante conhecido nos meios de comunicação local. Ontem em entrevista no seu programa Acorda Cidade na rádio Sociedade de Feira FM o deputado federal Fernando Torres (PSD) disse ser pré-candidato a prefeito, mas caso Dilton resolva ser do mesmo modo, ele oferece seu partido para abrigar o comunicador como candidato: “Eu sou pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, mas se você for Dilton Coutinho eu abro mão. O PSD está a sua disposição amigo Dilton Coutinho”, disse Fernando Torres, presidente do PSD no município. Do mesmo modo a discussão apareceu ontem na Câmara de Vereadores pela vereadora Eremita Mota (PDT e pelo vereador David Neto (PTN).