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Bolsonaro pode mesmo não ser candidato à Presidência da República

Por Genaldo de Melo
Por diversas vezes já falei que o produto eleitoral chamado Bolsonaro, com toda a sua arrogância e discurso de bom moralista que conseguiu convencer até agora aos desavisados de como funciona a coisa política, tem prazo de validade definida, e um dia ela naturalmente acabará, por diversas razões elementares.

Em primeiro lugar, falei de que ele poderia não ir muito longe porque não tem e nunca teve partido político definido como todos os outros candidatos, bem como não faz parte e nem mesmo coordena grupo político, que são as principais premissas para que alguém chegue à Presidência da República.

Mas não somente os apaixonados pelo rebuliço que ele causou até então, mas vozes inclusive do mundo dos especialistas em ciência política, acabaram por me convencer que a partir da aproximação das eleições ele estando bem em pesquisas eleitorais, forças oportunistas naturalmente se aproximariam e fariam dele realmente o que ele quer que digam dele mesmo, que é o “mito”.

Porém o que muita gente desavisada não enxergou é que ninguém chega como ele ao sétimo mandato de deputado à toa, ou melhor dizendo que ninguém chegou a ter um patrimônio tão grande como simples deputado do baixo clero, sendo o santo que tentou imprimir como marca até aqui.

E como ninguém esconde coisas erradas e se mantém na política dando tão certo a ponto de está em segundo lugar nas pesquisas, e ficar todo mundo quieto deixando o mesmo deitar e rolar como se realmente fosse o grande santo da história, as coisas vão começar a acontecer, e muita coisa que o povo não sabe de Bolsonaro vai começar a saber, até mesmo porque não é a esquerda que está muito preocupada com o candidato personalista que se coloca como representante da extrema-direita da política brasileira.

Quem está preocupada, e muito preocupada com o “mito”, é justamente quem dispõe dos meios de comunicação de massa, e que quer ver o satanás, mas não quer saber de um homem  que há décadas diz a mesma coisa diante das câmaras, tem o mesmo discurso no parlamento, e se mantém como indivíduo que diz abertamente que vai resolver tudo sozinho.

A Folha de São Paulo já deu sua primeira mordida, e nas entrelinhas já avisou que vem muito mais coisa por aí para decepção de um rebanho de estúpidos que acreditou que o “mito” era um santo imaculado. Na verdade é bem melhor Bolsonaro “já ir” se acostumando com as pedradas que vai levar a partir de agora, porque ele pode nem mesmo chegar em outubro.

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