Ranulfo Bocayuva | Jornalista
Foto: Reuters
Não se vê a menor possibilidade de paz nesta região nem a curto e nem a médio prazo
Nas guerras, a verdade é sempre vítima. Na Faixa de Gaza, não poderia ser diferente. Dois dias depois da decretação do cessar-fogo dos combates entre palestinos e israelenses durante 14 dias, já não se pode acreditar nas reais intenções de paz. Além disso, o cessar-fogo foi mediado pelo novo presidente do Egito Mohammed Morsi, que perde apoio popular e já enfrentou violentos protestos por ter ampliado seus poderes e destituído o procurador-geral. Eleito pelo Partido Irmandade Muçulmana, Morsi simpatiza com a causa palestina, mas não há certeza sobre seu poder de influência em relação à facção mais radical palestina, a Jihad Islâmica. Anteontem o jovem palestino Anwar Qdeih, de 23 anos, foi morto com tiro na cabeça, na fronteira, por soldados israelenses quando tentava colocar bandeira do Hamas (no poder). Há dois dias, um ônibus, em Tel Aviv, havia sido atacado com bombas por palestinos. A situação de desconfiança mútua coloca ambos os lados em pé de guerra. Não se vê a menor possibilidade de paz nesta região nem a curto e nem a médio prazo. Vitorioso nas eleições palestinas de 2006, o Hamas é considerado grupo “terrorista” pelos Estados Unidos e seus aliados, por não reconhecer o Estado de Israel. Por isso, Gaza é constantemente atacada. Desta vez, o jornal israelense “Haaretz” questionou as supostas atividades terroristas de Ahmed Jabari, alvo inicial dos ataques israelenses, mostrando que mentiras são inventadas para justificar a guerra. Leia mais no A Tarde.
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