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Quem não ensina a voar, é obrigado a cair

Por Genaldo de Melo
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Nietzsche alcunhou em sua mais famosa obra uma frase que pela sua condição de crueldade pode ser total e literalmente polêmica para alguns, e natural e secretamente motivo de regozijo para outros, principalmente quando se fala no mundo político.  Para ele “quem não me ensinar a voar, eu tenho a obrigação de fazer com que caia mais depressa”. Ora, quem não estiver necessariamente alinhado politicamente com a proposta que cada ator político desenvolve, esse pode ser considerado o demônio a ser alijado e mandado para a fogueira dos infernos.

Não tem como discordar do que está acontecendo com o mundo político hoje, sem colocar que esse axioma político está em pleno vapor dos ventos em moda. Da mesma forma que aqueles homens idosos que conviveram com os velhos coronéis da República Velha, que eram chamados de ranzinzas, mas que tinham uma opinião formada da política a partir da própria prática, o velho alemão que morreu louco, mas continua servindo de referência para quem sabe de fato como funciona a natureza humana na política, estava totalmente certo.

Duas situações emblemáticas estão acontecendo hoje em nossa conjuntura política, que servem de exemplo de como funciona a política nua e crua tal como ela é. A primeira delas é quanto a questão da insistência da manutenção de um homem, que por via das suas condições não mais deveria envergonhar o Brasil, e deixar a presidência da Câmara dos Deputados. Quem não ensinar aos companheiros do DEM e aos “capachos” do dono da Força Sindical a voar não serve para derrubar o governo eleito democraticamente pela maioria dos cidadãos brasileiros. O PSDB não serve mais para a direita brasileira, raivosa e que não respeita literalmente o discurso prático de que vivemos numa democracia, e ganha politicamente quem tem mais voto nas urnas.

O segundo exemplo é em relação ao ex-presidente Lula. Enquanto o Juiz Sérgio Moro afirma hoje em vários espaços da mídia nacional de que não existem elementos jurídicos para acusá-lo de nada, perdedores continuam insistindo em colocá-lo em evidência, mesmo que para queimá-lo na fogueira metafórica que inventaram. Como Lula não pode, e pelas suas condições em projeto diferente não quer mesmo ensinar a Agripino Maia, Cássio Cunha, Paulinho da Força e outros elementos a voarem para os ares de Brasília, ele não presta e deve por obrigação ser derrubado.


Parece que eles já tem certeza de que Lula é mesmo candidato em 2018, pois o medo reina literalmente entre eles. Fico a pensar aqui com meus botões...! Será mesmo que Lula vai querer colocar sua pele a prova do fogo dos infernos desses rapazes que sempre estiveram como ele, lógico, no poder? Somente acredito depois de ver!

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