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A última chance para se reconhecer a incrível força do Lulismo

Por Genaldo de Melo

Definitivamente depois do último DataFolha, depois de uma estranha hibernação, não existem muito mais elementos para se discutir, pois Lula é absolutamente a única liderança política com capilaridade eleitoral suficiente para vencer a todos os outros nomes postos no tabuleiro do xadrez de 2018. E conforme foi demonstrado se ele não for o candidato da esquerda contra as forças reacionárias que promoveram um golpe de Estado, que provocou toda essa crise política por qual passamos, qualquer nome que ele escolher para ser apenas eleitor ganha e sobe a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2019.

Não é porque ele seja o melhor, ou porque ele pode representar a salvação da pátria nesse momento histórico em que o Brasil se tornou vergonha internacional, que 35% dos eleitores brasileiros querem ele de volta. Lula é o melhor em todos os cenários apresentados pelo DataFolha porque ele representa exatamente tudo aquilo que fez do Brasil exatamente a sexta economia mundial, aonde setores produtivos aumentaram suas possibilidades, e ainda se distribuiu renda, conforme todos os indicadores que provavam que éramos uma sociedade feita para todos.

Por mais que não se queira aceitar, os resultados da pesquisa DataFolha, da Folha de São Paulo que deliberadamente não faz um jornalismo parcial quando se trata de apresentar os fatos em que tanto Lula como a própria esquerda não deixaram o imaginário popular como o melhor projeto político para o Brasil, a certeza é que ninguém mais quer que a direita brasileira governe depois de ter passado pela experiência do Lulismo (e é bom que se diga que o lulismo está bem adiante do petismo, porque ele ultrapassa as fronteiras de apenas um partido político).

A história não se repete no caso de Lula de novo, porque caso ele venha a ser candidato e se consagre de novo nas urnas, o projeto político que poderá governar o Brasil será totalmente diferente, porque os tempos serão outros, bem como estarão presentes outros atores. Mas uma coisa pode está próximo da repetição, as forças mais conservadoras para não ficarem distantes do foco das decisões políticas, que é o Palácio do Planalto, não demorará muito e farão um novo pacto político para não saírem vergonhosa e fragorosamente derrotadas, tanto no golpe de Estado desastroso como nas próprias urnas que ainda decidem no Brasil.

A pesquisa DataFolha mostrou que Lula é tão forte eleitoralmente, que quanto mais se perseguiu ele, quando mais o condenou e não se apresentou os fatos e provas criminais concretas para o povo que vota nesse país, considerado cego pelos assessores de comunicação da direita brasileira, principalmente a Rede Globo e a própria Folha de São Paulo, não somente ele cresceu nos ânimos populares, mas também fez com que seu partido, considerado por muitos “inteligentes” teleguiados como uma quadrilha, crescesse mais ainda diante de todos os outros partidos existentes no país. Por causa de Lula o PT atingiu segundo a própria pesquisa DataFolha 19% do eleitorado brasileiro, enquanto que o PSDB ficou com apenas 4% da preferência.

Brincaram demais de querer derrotar um projeto político apenas comunicando mentiras repetidas milhares de vezes, deixando no riso e no esquecimento provas e mais provas de crimes políticos, de pessoas como Aécio Neves, Michel Temer, e o agora totalmente esquecido na Papuda por toda a imprensa tradicional Geddel Vieira Lima, que tinha em dinheiro vivo, coisa inédita na história da civilização brasileira, R$ 51 milhões escondidos num apartamento em Salvador para não se sabe ainda o que iria fazer em 2018 para tomar o poder na Bahia de Rui Costa e as forças aliadas. Simplesmente acharam que o povo seria tão ignorante para não enxergar o que está claro diante dos olhos, de que se Lula não for o próximo presidente da República, essa crise perdurará por algumas outras unidades de anos.

Todos os cenários demonstram uma clara certeza, as forças políticas desse país que entenderem o mínimo do mínimo de política, vão aceitar de bom ou não agrado um pacto para eleger Lula e parar como tanta briga, porque nomes a direita não tem, e como ninguém tem resistência à raciocínio, ninguém quer um doido no Palácio do Planalto. A última chance está diante dos olhos de todos para se resolver essa crise por qual passamos, e quem não quiser enxergar que arrisque outra coisa então!

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