Por Genaldo de Melo

Por mais que alguns se contraponham ao nome do ex-Presidente Lula, a sociedade brasileira já tem consciência de que a bússola das próximas eleições presidenciais passará necessariamente pelo crivo político do maior líder político do país ainda vivo.
Com os prognósticos colocados em que provavelmente a justiça brasileira o condene e ele não possa participar de fato do processo eleitoral como candidato, uma coisa é certa, de que o nome que ele escolher para ser seu candidato ou candidata vence as eleições.
As pesquisas são contundentes em dizer que Lula candidato vence a todos os nomes colocados em primeiro turno, e do mesmo modo, dizem as mesmas que Lula como cabo eleitoral também será imbatível. A direita não consegue nessa altura do campeonato inventar um nome que seja páreo para o nome da esquerda ou da centro-esquerda.
O discurso de que com a possibilidade iminente de uma candidatura de Lula transformaria o país num redemoinho de brigas, de desentendimentos e de ódio não procede. Nas atuais circunstâncias qualquer candidatura, ou de Lula ou de outro nome que represente as forças progressistas vai acontecer a mesma coisa, porque a direita não quer passar a vergonha de perder depois do golpe de Estado que patrocinou.
No tabuleiro de xadrez, caso condenem Lula, e de nenhum outro modo ele possa ser candidato, ainda existe a possibilidade dele e o PT apoiar outro nome.
E como não existe nome como ele dentro de seu próprio partido, ainda existe os aliados como o nome de Manuela D” Ávila, que tem feito diferente de outros nomes da centro-esquerda, que em vez de patrocinar, mesmo que candidato, a unidade da esquerda e da centro-esquerda ainda fica batendo em Lula, e pedindo para ele desistir mesmo se não for condenado.
Para horror da direita brasileira, mesmo Lula não sendo candidato, a sociedade em sua grande maioria pode escolher pela primeira vez na história política desse país um quadro comunista para dirigir os rumos da nação. E isso naturalmente fará entrar em desespero as forças mais conservadoras, que farão qualquer coisa para não acontecer, inclusive imprimir outro golpe mais pesado ainda, o estado de exceção propriamente dito. Vamos esperar!
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