Pular para o conteúdo principal

A comunidade da Roçinha vai ser metralhada se Bolsonaro for presidente

Por Genaldo de Melo
Joseph Antoine Toussaint Dinouart escreveu um pequeno tratado intitulado “A arte de calar”, que deveria servir como texto para cabeceira de alguns "eminentes" homens que acham que podem ser  o instrumento perfeito para coordenar um governo melhor do que o que eles não concordam.

Se alguém acredita que Bolsonaro serve para governar, então deveria ter no mínimo piedade pelo elemento e lhe presentear o livro para que ele aprendesse a calar a boca nos momentos certos, e não dizer asneiras como sempre vem fazendo em público, provando não ter capacidade nenhuma de nem mesmo ser candidato à presidente, quanto mais ser o próprio presidente do Brasil.

Depois que disse, segundo o jornalista Lauro Jardim, para empresários em encontro na capital paulista que metralharia a comunidade da Roçinha no Rio Janeiro, querer desmentir o fato com o argumento de que foi uma invenção, não cola muito nesse momento em que o país já começou a descobrir o fogo de palha boquirroto que ele é.

Se Lauro Jardim inventou tal maldade para prejudicar a “sagrada” campanha eleitoral antecipada que Bolsonaro vem fazendo pelo Brasil afora, com dinheiro que ninguém “sabe” de onde vem, somente cabe a este mesmo processar o jornalista e pedi judicialmente indenização por calúnia e difamação. Mas pelo visto não vai fazer, vai apenas dizer que é mentira uma coisa que de fato foi verdade, tanto que foi aplaudido por fascistoides de pé (porque metralhar inocentes é fascismo!)

O fato é que Bolsonaro fala tanta bobagem, provando que não entende de nada em matéria de governo, que mesmo que inventem qualquer grosseria contra o mesmo, cola na sociedade brasileira hoje como goma de mascar no asfalto quente. Se na mesma semana em que ele disse num evento para ruralistas que num “provável” governo seu, índio não terá mais um palmo de terra, como achar que Lauro Jardim, mesmo espalhafatoso que é para apresentar seus furos, está mentindo?

Dizer que vai metralhar a comunidade da Rocinha porque lá tem bandidos, é como dizer que todos os cidadãos que moram lá, e são eleitores, são todos uns bandidos doentes que merecem morrer metralhados pelo novo justiceiro do Brasil, Jair Bolsonaro. Realmente alguém precisa presentear Bolsonaro com Abade Dinouart, porque é por isso e por outras que ele empacou nas pesquisas e 12 deputados dissidentes do PSDB e PSB desistiram de se filiar ao PSL, partido que ele quer sair como candidato à presidente.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

ONU e Conab assinam acordo para troca de experiências de combate à fome

Por Genaldo de Melo Com o objetivo de fortalecer iniciativas contra a fome e voltadas para a segurança nutricional, representantes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) assinaram hoje (30) um documento para promover intercâmbio de experiências entre o Brasil  e outros países em desenvolvimento.  Segundo o diretor do Programa de Alimentos da ONU, Daniel Balaban, países da África e da Ásia usarão experiências brasileiras com exemplo para a implantação de programas que devem ajudar no combate à fome, com o fortalecimento da agricultura familiar. Entre as iniciativas citadas por Balaban, os destaques são os programas de aquisição de alimentos do governo brasileiro e o de alimentação escolar, por meio do qual escolas públicas incluem na merenda produtos da agricultura familiar. “O mais importante é que esses países consigam, a partir da experiência brasileira, implantar seus próprios programas...

LITERATURA