Pular para o conteúdo principal

Organizados os empresários vão acabar com os sindicatos

Por Genaldo de Melo
A luta política nunca foi uma novidade, pois na verdade é uma necessidade humana. Porém depois de quatro vezes seguidas que a esquerda ganhou as eleições no Brasil, membros e grupos da direita não mais aceitaram participar do processo democrático pelo instituto do voto, e partiram para um desastroso golpe de Estado.

E nessa disputa ambos os lados, esquerda ou direita, sempre utilizaram dos instrumentos e mecanismos que controlam politicamente. Achar que as disputas existem porque cidadãos e grupos precisam da festa da democracia que são as eleições é um engodo. Todos participam para coordenar as estruturas, as políticas e os recursos do Estado.

A direita sempre utilizou o sistema empresarial e suas organizações para se manter no poder, principalmente via licitações predatórias nos aparelhos públicos. O Estado tal como existe não funciona sem a participação de empresas na implantação das mais diversas políticas, programas e projetos. É por isso que se compra votos e mandatos de deputados e senadores para defender determinados interesses nas comissões parlamentares do Congresso Nacional.

A esquerda sempre utilizou também os aparelhos que tem (e sem dinheiro), que são entidades de classes e movimentos sociais. Nesse sentido, essas instituições da Sociedade Civil organizada sempre mostraram para o povo a necessidade da disputa organizada com os setores organizados dos donos dos meios de produção, senão o Estado fica somente em função dos interesses da minoria.

Estou dizendo isso, porque a grande preocupação nesse momento de acirramento da luta de classes (coisa que alguns iluminados dizem que não existe luta entre interesses dos ricos e interesses dos pobres pelo Estado), é que a parcela maior da população que precisa, mesmo que não tenha consciência disso, dos sindicatos, das associações representativas e dos movimentos sociais, parece não reagir ou dialogar com a própria necessidade dessas estruturas.

E a imprensa tradicional, do jornalismo da obediência, está trabalhando em processos planejados de osmose para tentar convencer a população de que quem faz a luta em defesa dos interesses do próprio povo, são vagabundos, baderneiros e vândalos e outras coisas mais, e as pessoas parece que está caindo nesse conto do vigário.

A verdade precisa se desnudar na sociedade para que ninguém se engane. Os empresários e proprietários dos meios de produção são os que mais se organizam em sindicatos e associações representativas para defender seus interesses, e se os trabalhadores e o povo não se organizarem, pode ter certeza que vão se escravizar! E contra fatos não existem argumentos, a luta de classes é hoje um fato incontestável. Ou se luta organizado ou se prende nas correntes invisíveis!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A cada dia aumenta o número de pré-candidatos em Feira de Santana, agora é Dilton Coutinho

Por Genaldo de Melo Mais um nome entra na fogueira das discussões e cogitações para ser candidato ao Paço Municipal em Feira de Santana, e o assunto não deixa de ser cogitado hoje em rodas de conversas, jornais, sites e blogs, além do mundo política da cidade. Dessa vez surge como candidato o radialista Dilton Coutinho, nome bastante conhecido nos meios de comunicação local. Ontem em entrevista no seu programa Acorda Cidade na rádio Sociedade de Feira FM o deputado federal Fernando Torres (PSD) disse ser pré-candidato a prefeito, mas caso Dilton resolva ser do mesmo modo, ele oferece seu partido para abrigar o comunicador como candidato: “Eu sou pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, mas se você for Dilton Coutinho eu abro mão. O PSD está a sua disposição amigo Dilton Coutinho”, disse Fernando Torres, presidente do PSD no município. Do mesmo modo a discussão apareceu ontem na Câmara de Vereadores pela vereadora Eremita Mota (PDT e pelo vereador David Neto (PTN).