Por Genaldo de Melo
Desde que se elegeu como prefeito de Feira de
Santana pela primeira vez, que Zé Ronaldo (DEM) reina absoluto como líder
político com um capital eleitoral invejável, e com um reconhecimento da maioria
da população local quase incompreensível pela forma como ele administra a coisa
pública sem muito diálogo, e com mãos de ferro.
Durante
esses quase vinte anos, ele construiu com os aparatos políticos de que sempre
dispôs um grupo de técnicos e lideranças locais com capital eleitoral forte,
demonstrando uma capacidade evidente para derrotar eleitoralmente seus
adversários, mas nunca conseguindo capital eleitoral suficiente para derrotar
os mesmos quando se tratou de eleições para o governo do Estado.
Como soldados num tabuleiro de xadrez na
tentativa de chegar à Prefeitura, pelo meio do caminho ficaram muitas
lideranças políticas que sempre tiveram muitos votos para se eleger para
deputado, mas nunca para lhe tirar o controle daquele prédio bonito na esquina
da Getúlio Vargas com a Senhor dos Passos.
Foram derrotados pelo ronaldismo Zé Neto
(PT), Sérgio Carneiro (PV), sua cria eleitoral Tarcízio Pimenta (DEM), e também
o atual mandatário do Paço Municipal, Colbet Martins (MDB). Mas o grande Nó
Górdio do homem sempre foi ter votos suficientes para vencer em Feira de
Santana com seu candidato à governador.
E como todo líder não pode ser eterno, porque
a política é movimento como rio e não como lagoa, a história pode pela primeira
vez lhe pregar uma peça. Homem de partido teve que seguir fielmente aos
regramentos do chefe de seu partido, ACM Neto (DEM), que passou quatro anos
dizendo que era o sujeito preparado politicamente para tirar o Palácio de
Ondina dos petistas, e no fim desistiu, e lhe outorgou a responsabilidade de
colocar as mãos dentro de um saco que tem uma serpente que morde nas urnas.
ACM Neto praticamente tirou o sonho de Zé
Ronaldo ser senador, e com sua desistência deu simplesmente coragem para que
algumas lideranças políticas pensem em criar ou voltar às suas carreiras solos.
E se os rumores das ruas for verdade, e realmente o que dizem de que Evaldo
Martins, irmão de seu substituto, pode ser candidato a vice de João Gualberto
(PSDB), a vergonha nas urnas pode ser do tamanho do mundo para governador, mas
gloriosa para deputado federal.
Assim vozes dos bastidores políticos de Feira
de Santana continuam comentando sem muito alarde que Zé Ronaldo está é
aproveitando os holofotes da mídia para tentar ser o deputado federal mais
votado da Bahia, e não candidato derrotado ao governo do Estado. E nesse
sentido, pode inclusive não existir traição de parte de Colbert, mas um acordo
tácito. Se isso tudo for verdade, qual o papel dos Vieiras nisso tudo?
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