Por Genaldo de Melo

(Foto: Sala de Notícia)
Na última semana em que deixou a Prefeitura
Municipal com o intuito de se candidatar ao Governo do Estado, o ex-prefeito de
Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), entregou à Câmara de Vereadores quatro
projetos de leis, que em tese devem nortear as mais importantes políticas de
infra-estrutura, de meio ambiente e de ocupação urbana no município a partir da aprovação.
Quase ninguém deu muita importância aos
projetos apresentados, que foram o Plano Diretor, o
Código de Obras, o Código de Meio Ambiente e a Lei de Uso e Ocupação do Solo,
nem mesmo a imprensa local, e pelo visto nem mesmo os nobres vereadores
representantes do povo, que deveriam ser responsáveis pelo que se coloca para o
futuro do município.
A preocupação é que aqueles projetos que
foram apresentados na Câmara de Vereadores compreendem as regras de tudo o que
deverá ser feito, e que não deverá ser feito, em relação a questão urbanística
e de meio ambiente na cidade, mas parece que ninguém absolutamente está mesmo
preocupado.
A dúvida que fica no ar é que se quem foi
responsável pela elaboração daqueles projetos de lei, que vão de algum modo
incomodar, prejudicar, ou melhorar e beneficiar a sociedade feirense, não apresentou
nada à sociedade, a quem efetivamente interessa então para todo esse silêncio?
Os atuais vereadores são tidos como os
piores da história política, com uma ou outra exceção, então parece claro que se
puder haver alguma emenda nas leis, somente será feita com orientação dos próprios
técnicos que as elaboraram, porque a maioria dos “nobres” são literalmente
incompetentes para dirimir qualquer proposta de interesse de Feira de Santana, e
quiçá de seu povo (são competentes apenas para chamar a atenção com seus
folclores e intrigas!).
Os projetos podem até ser bons, resultado
das melhores intenções e da competência de técnicos, mas podem ter graves erros
manipulados por lobistas do setor imobiliário. Mas parece que não vai ter, como
outros projetos do Executivo, a participação dos cidadãos, dos vereadores que
vivem no “mundo da lua” (que têm até o dia 13 de junho para se apresentar emendas), e
deverão ser aprovados como sempre, entre o riso e o esquecimento.
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