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A 3 SEMANAS DO PLEITO FRANCÊS, MÉLENCHON VAI A 15% E SACODE MODORRA DA ESQUERDA MUNDIAL

Por Saul Leblon - Carta Maior

Nem Sarkozy, nem Hollande, nem a extrema direita de Marine Le Pen, a grande revelação das eleições francesas chama-se Jean-Luc Mélenchon. E tudo indica que não apenas das eleições francesas. A Frente de Esquerda que o apoia reúne desde o velho partido comunista francês, passando pela esquerda antineoliberal até os ambientalistas consequentes. Só esse feito já o credenciaria a merecer as atenções da esquerda mundial. Mas o mais importante foi ter elaborado essa aliança com um programa que parece ser o que mais se aproxima, por enquanto, do salto político que a esquerda está a dever como resposta ao colapso do capitalismo desregulado sob hegemonia das finanças.

O eixo principal do programa da Frente de Esquerda é a 'planificação ecológica', que inclui a autocrítica da indiferenciação histórica entre direita e esquerda no que diz respeito ao consumismo e à panacéia do crescimento ilimitado. A candidatura Mélenchon faz isso sem abdicar do socialismo, o que a distingue de um certo ecologismo confortável ao poder , que se propõe a tingir de verde o capitalismo.

O programa da Frente de Esquerda propugna, ademais,forte controle estatal do sistema financeiro e nisso pode dar uma importante contribuição ao debate sobre o aggiornamento do desenvolvimentismo no Brasil, por exemplo (leia artigos de Fiori, Belluzzo e Ricardo Carneiro, nesta pág.). Mas a sua maior singularidade é o impacto receptivo dessas ideias no eleitorado francês: em janeiro, Mélenchon tinha 6% dos votos;neste final de semana, pesquisas já indicavam que ele se aproxima dos 15%, à frente da extrema direita e destinado a ser o voto de minerva do de uma 2º turno a essa altura inevitável.

Mélenchon falou com exclusividade ao correspondente de Carta Maior em Paris, Eduardo Febbro, numa entrevista minuciosa em que expõe o arcabouço de seu programa; leia nesta pág. Leia também o comentário de Ignacio Ramonet sobre o pleito do próximo dia 22, que pode sacudir a crise do euro e a modorra do pensamento de esquerda mundial.

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