Pular para o conteúdo principal

Não alinhados: surge um novo obstáculo contra o imperialismo

Editorial do Vermelho

 
É significativo que a 16ª Cúpula do Movimento dos Países Não-Alinhados, encerrada ontem (31) em Teerã tenha analisado, ressaltado e valorizado a experiência de integração da América do Sul representada pela formação, nestes últimos anos, da Celac e da Unasul. São iniciativas concretas de integração soberana de nações nesta parte do mundo cujo sucesso pode indicar, aos 115 países que formam o movimento (entre membros e conservadores), um caminho efetivo de maior integração e ação comum.

Caminho que, na verdade, os não-alinhados seguem desde a Conferência de Bandung (1955), que o primeiro passo de uma articulação internacional autônoma e soberana, e desde a Conferência de Belgrado (1961), quando o movimento dos não alinhados foi constituído formalmente.

A pauta, em Teerã, envolveu a luta anti-imperialista e os principais temas da luta dos povos em nosso tempo. Houve forte apoio à Palestina, foi denunciado o bloqueio à Cuba, foi denunciada a agressão à Líbia, em 2011 e à Síria, este ano, foi defendida a liberdade dos povos para dominar a energia nuclear para uso pacífico e a chamada questão nuclear do Irã. Os participantes querem também a reforma da ONU (sobretudo do Conselho de Segurança), do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

Em relação à agressão contra a Síria, a Cúpula denunciou a intervenção dos EUA, da União Europeia e da OTAN para derrubar governos soberanos, reafirmando o direito dos povos à autodeterminação e à soberania, sem intervenção estrangeira.

O sentido mais profundo da reunião realizada em Teerã foi a demanda dos povos pela democratização do sistema de governança mundial, recusando as políticas unilaterais e exclusivistas do imperialismo. Tem razão, portanto, o dirigente iraniano Ali Khamenei quando registrou que uma nova ordem mundial, contra o colonialismo e a dependência cultural, política e econômica, está sendo criada, e o movimento dos não alinhados tem um papel fundamental nesta criação.

Ao fortalecer a resistência dos povos e a colaboração multilateral entre nações que juntam quase dois terços dos membros da ONU e reúnem mais da metade da população mundial, a reunião de Teerã cria mais um forte obstáculo contra a ação do imperialismo, abrindo novas e alentadoras perspectivas para a conquista de um futuro de paz para a humanidade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

ONU e Conab assinam acordo para troca de experiências de combate à fome

Por Genaldo de Melo Com o objetivo de fortalecer iniciativas contra a fome e voltadas para a segurança nutricional, representantes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) assinaram hoje (30) um documento para promover intercâmbio de experiências entre o Brasil  e outros países em desenvolvimento.  Segundo o diretor do Programa de Alimentos da ONU, Daniel Balaban, países da África e da Ásia usarão experiências brasileiras com exemplo para a implantação de programas que devem ajudar no combate à fome, com o fortalecimento da agricultura familiar. Entre as iniciativas citadas por Balaban, os destaques são os programas de aquisição de alimentos do governo brasileiro e o de alimentação escolar, por meio do qual escolas públicas incluem na merenda produtos da agricultura familiar. “O mais importante é que esses países consigam, a partir da experiência brasileira, implantar seus próprios programas...

LITERATURA