Por
Genaldo de Melo
Com o advento da reta
final da campanha eleitoral em Feira de Santana, com os candidatos a vereadores
em pleno vapor correndo atrás de votos, o processo começa a ficar mais claro
sobre as possibilidades de quem tem chances reais de soltar os fogos da vitória
na praça do Fórum na noite do dia 07 de outubro próximo, e sentar em uma das 21
cadeiras existentes na Casa da Cidadania feirense.
Em Feira de Santana
estão catalogados hoje para participar da festa da democracia com direito ao
voto cerca de 373 mil eleitores. Segundo os dados do Tribunal Superior
Eleitoral solicitaram requerimento de candidatura 465 cidadãos, sendo que com
deferimento da Justiça Eleitoral estão aptos apenas 342 a receberem nas urnas
os votos do povo. Segundo a mesma fonte 73 candidatos foram indeferidos ou
renunciaram do pleito, e esperando resposta positiva tem ainda 50 candidatos,
pois foram indeferidos, mas com direito a recurso jurídico.
Registraram até o dia
05 de julho último 08 coligações partidárias e 05 partidos resolveram concorrer
sozinhos. Um fato novo na política local é que nessa eleição desistiu de
concorrer à reeleição os vereadores Maurício Carvalho, Alcione Cedraz, Getúlio
Barbosa, Ângelo Almeida, Roberto Tourinho e o atual presidente da Câmara, Ribeiro.
Ambos com amplo lastro eleitoral junto aos eleitores feirenses.
Não tenho a capacidade
de analisar cientificamente todo o processo, primeiro porque não sou
especialista, e segundo porque não fiz pesquisa e nem tive acesso a nenhuma, já
que aquelas que são feitas em sua grande maioria não são registrada, e sim para
consumo interno dos grupos políticos. Mas como acompanho a política feirense em
quase dez anos, analiso pela ótica da opinião dos analistas e formadores de
opinião do município, além de ver quem vem de fato vem fazendo política nos
últimos quatro anos. Isso já me serve de base para analisar o quadro, mesmo que
não acerte nada.
Aqui entendo que 03
coligações e 03 partidos que saíram sozinhos correm o risco de não atingirem o
coeficiente eleitoral para fazerem ambos apenas um vereador. A coligação
formada pelo PRTB e PTC, com 41 candidatos, se atingir o coeficiente, que
deverá ser em torno de 14 a 15 mil votos, poderá eleger um vereador, mas ainda
assim terá que enfrentar a Justiça Eleitoral para ver se emplaca alguém como
Jacaré, Armindo ou Jorge Oliveira, pois essa coligação não cumpriu a norma da
cota de mulheres. A coligação formada pelo PV e PSDC, com 39 candidatos, terá
muitas dificuldades para eleger um nome que talvez oscile entre os mais
conhecidos que são Álvaro Rios e Amarildo (PV). Já a chapa formada pelo PRP e
PTdoB, do mesmo modo, tem que trabalhar muito nessa reta final prá ver se faz
um vereador, tendo nomes fortes como Marcos Lima e Pastor Carlos.
Entre os partidos que
saíram sozinhos apenas o PSB e PSC podem fazer vereadores, porque o PSOL e o
PPL precisam voltar a fazer política para 2016. O PPS, com 30 nomes, teve uma
grande baixa nessas eleições porque perdeu a participação no pleito por
problemas de saúde de um grande quadro que é meu amigo Oldecir Marques, mas
pode atingindo o coeficiente eleitoral fazer um parlamentar entre nomes como Pontinha,
Osmário Pena, Carlos Lacerda e Deibson.
Entre os partidos
políticos que resolveram fazer uma configuração para saírem sozinhos, que tem
uma situação mais confortável, e podem eleger até dois vereadores cada, estão o
PSB e PSC. Nesse último, com 25 nomes, podem ser eleitos Cíntia Machado,
sobrinha do Deputado Estadual Targino Machado, e Tinga, ex-diretor da CIRETRAN,
sendo que nessa reta final podem surpreender
nomes como Aquilles Santa Bárbara, Zé Filé, Tonhe Branco e Etevaldo. Já
o PSB com uma chapa com 28 candidatos, organizada pela família Cedraz, pelo
volume de campanha poderá colocar na Casa da Cidadania dois nomes, que podem
ser Paulão do Caldeirão ou Horácio Amorim, ou até um Cezar de Corina, que saiu
de Serra Preta para tentar a sorte aqui.
A coligação formada
pelo PHS e PTB entrou no jogo com 41 candidatos para atingir o coeficiente
capaz de alçar à Câmara de Vereadores até dois nomes, tendo como principais
estrelas Renildo Brito, Cafuringa, Davi Marcos, China, Bahia do Ônibus e Dr.
Jair.
As coligações que
terão de fato a possibilidade de eleger o maior número de vereadores são
aquelas formadas pelo DEM/PMDB/PTN, PSDB/PMN/PSL, PT/PP/PCdoB e PDT/PR/PSD/PRB.
Segundo os analistas da política local a primeira pode chegar a 05 vagas, a
segunda 03 vagas, a terceira pode chegar até 04 vagas e a quarta pode chegar a
03 vagas. Essas coligações oscilarão entre 39 a 66 mil votos para conseguir
esse feito apresentado aqui. Lembrando que caso os partidos e coligações
pequenas não atinjam o coeficiente eleitoral esse número de vagas aumentarão
para ambas as chapas o quinhão político na Câmara.
A coligação
DEM/PMDB/PTN, com chapa completa de 42 candidatos, tem como expoentes para
vencer às eleições os nomes de Justiniano França, Carlito do Peixe, Frei Cal, David
Neto, Tom, João Banha, Lulinha, Sargento Joel, Roque Pereira e Wellington. A
chapa do PSDB/PMN/PSL, com 33 candidatos tem a esperança nos nomes de Ronny, Zé
Carneiro, Zé Curuca, Ailton Mô, Délio Barbosa, ACC e Zé Painha. A chapa do
PT/PP/PCdoB, com 40 candidatos, pode eleger vereadores entre os nomes de Pablo,
Rozete, Nery, Marialvo Barreto, Beldes, Ademir e Vacarreza. A chapa do
PDT/PR/PSD/PRB elegerá seus vereadores entre nomes fortes como Eremita, Geruza,
Eli Ribeiro, Bira, Bastinhos da Queimadinha, Jair de Jesus e Magno Felzemburg.
Toda essa avaliação
passa pelo critério e ponto de vista estritamente pessoal, segundo o que vejo
nas ruas de Feira de Santana, mas não pode ser considerado como fato certo,
porque eleição como as nuvens muda o todo instante. O que pode ser considerado
como verdade agora no final da tarde poderá não ser mais, mas espero que possa
contribuir também com as discussões sobre as possibilidades da nova composição
da Câmara de Vereadores que será empossada em janeiro. Uma coisa poder ser
certa vai haver grande renovação na Câmara, pois desistiram 06 vereadores e
podem não se reeleger um número de sete que detêm mandato atualmente.
É ver prá crer.
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