Pular para o conteúdo principal

Agora a cobra vai morder

Por Genaldo de Melo
cobras venenosas
Tudo o que os defensores da idéia de Estado Mínimo queriam aconteceu nesse exato momento, depois de tantos anos de avanços sociais e do fortalecimento do Estado como fomentador do desenvolvimento social e econômico, com a vitória de Rodrigo Maia para o mandato tampão de seis meses como presidente da Câmara dos Deputados. 

Engana-se quem acha que ele representa algum setor do chamado baixo clero da Câmara, pois na verdade Maia é um quadro ideologicamente com formação liberal, tanto que foi funcionário do Banco Credit Suisse, e com isso nesse espaço mínimo de tempo que ele terá será responsável pelos piores retrocessos políticos no país. 

Em sua visão ideologicamente crítica de Estado ele vai colocar em pauta as privatizações, será aliado efetivo de Michel Temer (caso se concretize o impeachment de Dilma) para implementar teto de gastos públicos, cortes em programas sociais e ajuste fiscal de corte neoliberal, e não deverá apressar matérias  de pauta regressiva contra minorias, homossexuais, negros e mulheres, pois ele focará em questões de peso maiores para o mundo dos negócios e da alta política.

Com certeza ele vai colocar uma pauta de regressão de tudo aquilo que foi conquistado pela maioria do povo brasileiro nos últimos tempos, e principalmente colocará sua estrutura política em função de duas pautas que serão regressivas e nocivas para o povo brasileiro: a absurda Reforma da Previdência que Michel e Meireles quer, e a Reforma Trabalhista como quer a turma da FIESP, com aumento de horas de trabalho e terceirização de serviços essenciais. 

Mas na ânsia de derrubar o candidato de Eduardo Cunha muita gente não compreendeu que estava trocando seis por meia duzia de canalhas que representam apenas setores minoritários que coordenam setores essenciais da economia brasileira com parceria de grupos estrangeiros no país.  Não se compreendeu que era melhor perder sozinho do que ser debochado por Rodrigo Maia, que disse que somente ganhou com ajuda da esquerda. Quem viver verá!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...