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O partido que não representa as mulheres

Por Genaldo de Melo
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“Não compartilho a idéia de que o corpo da mulher pode ser usado da forma que ‘ela quiser’, considerando eventual aborto voluntário”, com esse discurso do Pastor Luciano Braga o Partido da Mulher Brasileira (PMB-BA) atua como agremiação partidária em que em nenhum momento específico levantou nenhuma bandeira em defesa dos interesses da mulher brasileira,  nem no processo de organização partidária, nem mesmo em processo político com sua baixa representação no Congresso nacional.

Com esse discurso estapafúrdio nasceu em meados do segundo semestre de 2015 o chamado Partido da Mulher Brasileira, que até agora ninguém sabe mesmo para que Serve, pois somente tem como finalidade ponto de parada para que políticos de várias estirpes possam se salvaguardar da legislação no tocante à questão de não perder seus míopes mandatos, segundo às regras da Lei de Infidelidade Partidária.

O Partido no começo teve uma espécie de auge simultâneo, pois chegou a ter 22 deputados federais e um senador da República, todos evidentemente homens que em nenhum momento representou nada que pudesse se dizer que fosse dos interesses das mulheres brasileiras. No início foi uma força impressionante, mas com o passar de poucos meses restam apenas dois deputados, depois do troca-troca partidário: Welito Prado (MG) e Luciano Braga (BA).

A situação do PMB como partido político além de não representar em nada os interesses das mulheres, também não pode se gabar de nada apresentado no Congresso Nacional. Teve aprovado somente até agora de autoria do deputado Welito Prado um projeto que institui o grupo parlamentar Brasil-Nepal, e um projeto que incentiva ações de reflorestamento, e nada mais.

No Brasil a possibilidade de se criar uma agremiação partidária é tão simples, que qualquer cidadão de reputação ilibada ou de reputação enviesada cria uma instituição dessa natureza, como uma dessas     aberrações jurídicas que se assemelha ao Partido da Mulher Brasileira, por isso que precisamos da volta de Dilma para ela começar agora uma verdadeira reforma política que possa incomodar as aves de rapina dese país e melhorar a política brasileira.

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