Pular para o conteúdo principal

O desafio do enfrentamento da selvageria econômica

 Por Genaldo de Melo
Causou espécie as notícias recentes da Oxfam de que poucos homens no mundo detêm a riqueza comparada a metade de toda a humanidade. E causou mais espécie ainda a notícia de que o Brasil é a prova inconteste de que vivemos uma desigualdade econômica brutal e cruel. Ou seja, apenas seis homens têm riqueza igual aos dividendos econômicos de mais de 100 milhões de brasileiros.
Esses homens mais ricos do Brasil são o sócio da Ambev, Jorge Paulo Lemann, o dono do banco Safra, Joseph Safra, outros dois sócios da Ambev, Marcel Hemann Telles e Carlos Alberto Sicupira, o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, além do herdeiro do grupo de comunicações Globo, João Roberto Marinho.
De conformidade com os dados apresentados pela Oxfam, que utilizou dados da revista Forbes e um relatório do banco Credit Suisse para elaborar o levantamento, a fortuna acumulada por estes empresários chega a US$ 79,8 bilhões.
O levantamento da Oxfam aponta, ainda, que a sexta posição é divida por João Roberto Marinho e os irmãos José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, cada um com um patrimônio avaliado em cerca de R$ 13,92 bilhões. Caso este patrimônio deles seja somado, a desigualdade com o restante da população é ainda muito maior.
A conclusão disso tudo é que não tem fundamento o discurso contra o taxamento dessas grandes fortunas, enquanto se cobra tantos impostos do resto da população brasileira. É um absurdo que o Estado deixe que apenas poucos homens ganhe tanto dinheiro, quando na maioria das vezes muitos deles chegam a sonegar impostos, ou mesmo têm suas dívidas com o Estado anistiadas. E em muitos casos, o próprio Estado os financiam através do BNDES e outros bancos de fomento.
Caso o governo quisesse em vez de promover um ajuste fiscal com congelamento de gastos públicos, principalmente para educação e saúde, buscasse criar mecanismos para que estes poucos ricos tivessem a obrigação com o Estado de pagar impostos maiores em relação ao resto da população, o Estado brasileiro seria mais harmônico do ponto de vista social e econômico. É um absurdo, isso não é nem mesmo capitalismo, isso é selvageria econômica no país!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A VERGONHA DE FEIRA DE SANTANA SÃO IDIOTAS SEREM VEREADORES

Por Genaldo de Melo É uma vergonha que um município do tamanho de Feira de Santana, maior que nove capitais brasileiras, tenha alguns vereadores que sem estudar, ou por mau-caratismo mesmo, em vez de se preocupar com coisa mais importante para nosso povo, vão para a Câmara de Vereadores falar mal de Lula, porque ele recebeu o presidente da Venezuela, agredindo verbalmente este como ditador. Deveriam estudar um pouco sobre comércio internacional e geopolítica para pelo menos não falar bobagens e compreender que a Venezuela está na situação que está, porque o xerifão do mundo não deixa ninguém comprar petróleo e ouro da mesma, porque querem, porque querem na tora, toda riqueza daquele país, que não aceita ser dominado. Ou burrice ou mau-caratismo, somente fazem vergonha àquela parcela da população que não tem resistência à raciocínio e ler um pouco sobre o que deve ser lido, em vez de confundir religião com política. Burrice tem limites, mas infelizmente ainda têm alguns papagaios ...