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O momento errado para eleger denunciados por corrupção no Congresso Nacional

Por Genaldo de Melo
Definitivamente o Brasil tem deixado aos poucos de ser o país sério que se tornou nos últimos anos para ser o país da mediocridade, da cleptocracia, da corrupção endêmica e da falta de respeito perante o mundo. Fosse sério este país muitos eventos que estão para acontecer por esses dias não poderiam jamais acontecer, principalmente a eleição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Mas o Brasil voltou a ser designado diante do mundo como um país que não é sério, como dizia o grande General francês Charles de Gaulle. Em pleno processo de homologação das delações premiadas da Operação Lava Jato, que em tese deve passar o Brasil a limpo como dizem figuras eminentes da política e da economia nesse país, deputados e senadores escolherão para presidir as duas casas legislativas, provavelmente nomes que estão envolvidos até o pescoço em processos escusos de corrupção.

Se tivessem vergonha e respeito pelo povo brasileiro, deputados e senadores adiariam essa definição de quem dirigirá os destinos das casas legislativas, para saber de fato quem é quem na roda das delações. Quem não está envolvido em maracutaias não deve ter medo disso, mas quem está envolvido além de ter medo do que poderá acontecer depois das análises das delações, também quer vergonhosamente pressa na escolha dos presidentes, que devem sair do DEM e do PMDB, partidos mais do que denunciados nas delações já conhecidas.

Se respeitassem, o povo brasileiro, e aliás se a Lava Jato fosse do interesse de determinados deputados e senadores para passar o Brasil a limpo como alardeiam em jactâncias nojentas, prováveis nomes que serão prejudicados com as delações, que por enquanto sem ninguém entender ainda será em sigilo as análises, poderiam não poder participar das eleições internas que definirão os novos dirigentes das decisões legislativas.

Mas como o Brasil não tem sido sério nos últimos meses, e não tem a maioria de seus representantes também sérios, tanto que vêm estuprando o conceito de democracia representativa, vão de fato escolher as novas mesas diretoras, mas provavelmente serão pessoas de natureza eminentemente corruptas, e que poderão ficar imunes de muita coisa, pois serão estes que colocarão as pautas no Congresso Nacional, e definindo a agenda política do país para os poucos dessa nova seita que tomou conta do poder no país.

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