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O desafio dos dois importantes secretários feirenses no Governo estadual


Por Genaldo de Melo
Durante os anos recentes da política baiana Feira de Santana pelo seu tamanho e pela sua capilaridade a nível estadual nunca esteve tão bem representada na esfera governamental como nesse momento histórico. Na realidade os últimos governos petistas não tiveram a preocupação em colocar dentro do próprio governo representantes feirenses, o que sempre colocou o município na condição de segundo porte apesar de ser o segundo maior colégio eleitoral da Bahia.

Pela primeira vez um governo olha melhor para a cidade e coloca para participar diretamente das ações governamentais dois feirenses. Continua com Jerônimo Rodrigues na Secretaria de Desenvolvimento Rural, e coloca na condição de Secretário de Desenvolvimento Urbano, o deputado federal Fernando Torres. Ou seja, as duas secretarias de desenvolvimento estadual serão coordenadas por feirenses.

O trabalho desenvolvido por Jerônimo Rodrigues tem sido motivo de reconhecimento pelos movimentos sociais do campo e pelos atores responsáveis pelo fortalecimento da Agricultura Familiar, tanto que quando surgiu os rumores de que ele seria substituído pelo deputado federal e também secretário do governo estadual, Josias Gomes, correntes de apoio ao seu nome pulularam em todo o Estado da Bahia para que o mesmo continuasse na condição de secretário.

Para Feira de Santana como legítimo representante do município no Governo de Rui Costa, Jerônimo deve prestar mais atenção dispensando mais Políticas Públicas para o fortalecimento da Agricultura Familiar, independentemente da condição do governo municipal, que é de direita, porque o povo em si é quem precisa da atenção governamental e em sua maioria não são filiados aos partidos políticos.

Em relação ao novo secretário Fernando Torres, este terá a grande oportunidade de sua vida política para alavancar seu nome e se colocar como uma das alternativas para as eleições de 2020, em que provavelmente o município poderá não ser mais governado pelas forças “demistas”. Caso, Fernando Torres consiga dá uma nova dinâmica mais operacional àquela Secretaria responsável pelas políticas de desenvolvimento urbano, e coloque sinergias para que Feira de Santana seja beneficiada, independentemente também da condição política do governo municipal, quem vai sair ganhando é mesmo a população de Feira de Santana, e politicamente quem sairá ganhando será o próprio Fernando Torres.

Se bem que ambos os secretários feirenses devem primeiro pensar em trabalhar pelos feirenses e depois colocar seus nomes a disposição de seus respectivos partidos políticos para tentar uma vaga nas eleições de 2018 para à Assembléia Legislativa, como rumores já dão conta disso! Porque o grande erro de todos os políticos que integram os governos na Bahia reside exatamente nessa prerrogativa política, entram para governar com as segundas intenções de disputar eleições futuras, o que faz com que muito das suas energias sejam gastas à toa, ou seja, apenas politicamente.

Como a história é a prova dos nove, vamos esperar e torcer para que ambos os feirenses no governo do excelente administrador que tem sido Rui Costa consigam fazer um bom trabalho, para que possam ser reconhecidos, inclusive nas urnas. O que importa é que trabalhem por Feira de Santana, e pronto!

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