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Vereador apresenta o desafio da incrível Escola Sem Partido em Feira de Santana

Por Genaldo de Melo
A cidade de Feira de Santana tem se notabilizado na imprensa nacional e no mundo político, pelas atitudes folclóricas dos representantes do povo na Câmara de Vereadores. A cada dia que se passa acontecem "fenômenos" que se destacam pelo ridículo e pela incapacidade de muitos vereadores de não compreenderem seu papel como vereador, e representante eleito pelo povo para trabalhar como vereador.

Para muitos feirenses essa atual legislatura na Câmara é tida por possuir a pior safra de vereadores da história política do município, considerando a suas poucas exceções. Alguns dos membros da Casa da Cidadania tem protagonizado papéis que cumprem o mesmo folclore ridículo de vereadores de pequenas cidades que não sabem nem mesmo ler e escrever, mas são eleitos como vereadores para fazer bobagens.

Quase terminando o primeiro semestre e não se ver nenhuma produção legislativa a não ser o surgimento de algumas propostas que ridicularizam nosso município diante do mundo político. Dessa vez o folclórico vereador Edvaldo Lima, aparece com mais uma das suas “tiradas” que o colocam como um dos mais folclóricos vereadores de nosso município, não porque ele pode ser um dos piores, mas porque ele coloca suas crenças religiosas acima do papel que deve exercer como vereador.

Dessa o vereador copiando asneiras colocadas pela direita mais reacionária do país está defendendo o projeto do chamado movimento Escola Sem Partido. A justificativa do projeto é que não combina realmente com uma sociedade diversa e que não coloca em prática necessariamente aquele discurso de quem defende tal tese. O vereador pode apresentar essa proposta ridícula, porque vai lá entender o que se passa na cabeça dele!

O mais ridículo ainda é que ele defende uma tese de alguns de seus eleitores evangélicos pentecostais de que a lei tem que ser aprovada, porque nas escolas estão ensinando as crianças a serem “pederastas’, e que nas escolas estão doutrinando as crianças para serem comunistas, como se isso fosse coisa do próprio demônio.

A proposta é ridícula porque nas escolas não se ensina ninguém a ser homossexual, a não ser que tenha algumas dessas escolas que faz isso e a sociedade limitada nunca viu isso. Outro ridículo é não saber o que significa a palavra gênero, numa sociedade que há muito tempo vem trabalhando para diminuir as disparidades nas relações de poder entre homens e mulheres.

Falar de doutrinação política nas escolas é agredir a própria história, e dizer que desde a redemocratização do Brasil, ou seja, que nos últimos 20 ou 30 anos todos os estudantes e educadores do país foram doutrinados para serem comunistas. Estamos falando em 2017 de 48.817.479 alunos e cerca de 2,2 milhões de docentes que foram formados por essa escola “com partido”, doutrinadora de futuros "comedores de crianças".

Parece que esses representantes eleitos nas urnas não estudam história e nem sociologia, e parece que acham que suas crenças sem estudo e suas influências fundamentalistas estão acima da própria realidade histórica de um país que é recheado pela sua diversidade, e que seus educadores deveriam no mínimo ser respeitados na sua condição de profissionais que contribuem com a formação de nosso futuro.

Como somente agora descobriram que somos todos comunistas, vou escrever depois a comparação entre essa tal de Escola Sem Partido, defendida pelo nobre vereador de Feira de Santana, e as premissas da Doutrina de Segurança Nacional da ditadura militar que tanto mal fez a história brasileira!

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