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A obra eterna de Feira de Santana


Por Genaldo de Melo
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Costumes antigos do mundo político que muita gente acredita que foram extirpados da face da terra continuam acontecendo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Um dos elementos essenciais de quem faz política sem compromisso com o povo, mas apenas consigo mesmo e com o grupo que lidera, é a promessa que é feita durante a campanha eleitoral e abandonada depois entre o riso e o esquecimento.

Em pleno século vinte e um, décadas depois da denúncia feita magistralmente por Vitor Nunes Leal, em "Coronelismo, enxada e voto", a força da máquina administrativa e das promessas nunca cumpridas ecoam vergonhosamente absolutas num município de grande porte como Feira de Santana.

Para vencer as eleições municipais de 2016 o atual mandatário do Poder Executivo Municipal prometeu que para melhorar o sistema viário da cidade faria o BRT, com um empréstimo autorizado pela pior Câmara Municipal de Vereadores da historia de cerca R$ 90 milhões, em apenas 90 dias. O povo acreditou e de forma arrasadora derrotou nas urnas em primeiro turno quem tinha melhores projetos para Feira de Santana.

A promessa foi feita e não foi cumprida como sempre fizeram os velhos coronéis do passado, e como foi maquiavelicamente planejada o povo esqueceu de tudo. O BRT até hoje não foi concluído, e de forma escandalosa a água preciosa do solo dos bairros centrais de Feira de Santana esvae-se a céu aberto para quem quiser ver. 

A incógnita que não cala por esses tenebrosos dias é se essa obra que está esvaziando os poços artesianos das pessoas que confiaram e apoiaram esse governo no seu processo de reeleição vai ser de fato concluída. Porque apesar da memória curta de muita gente, também muita gente está vendo isso, porque nem todo mundo em Feira de Santana é cego

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