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Os canalhas compradores de votos resolveram mais uma vez em favor de Michel Temer

Por Genaldo de Melo

Houve um tempo em que tinha dentro da Câmara dos Deputados um grupo grande de parlamentares que eram conhecidos como “baixo clero”. Eram deputados que nunca tiveram nenhum tipo de compromisso com as prerrogativas do mandato parlamentar, melhor dizendo com a chamada democracia representativa.

Como disse certa vez um desses senhores aqui em Feira de Santana “meu mandato não pertence a ninguém, pois gastei R$ 10 milhões somente na semana da eleição”, esses deputados são representantes de seus financiadores de campanha, porque eles compram os votos necessários de quem não sabe como funciona a política.

Esse grupo de deputados alocados em partidos como PSD, PP, PR, PTB, Pros, SD e PSC agora tem um novo nome, e estão muito mais poderosos do que se pensa, pois foram eles que resolveram na base do fisiologismo manter a figura estranha de Michel Temer no Palácio Planalto. Eles agora são chamados de “Centrão” e deram 263 votos para o “senhor dos anéis” da boca de envelope amassado e trejeitos nas mãos ao discursar.

Reproduzo abaixo para melhor compreensão o texto de Viomundo para que se saiba quem são esses deputados que não são representantes do povo, mas enganadores da massa que vota e esquece até mesmo em quem votou nas últimas eleições. Eles não têm votos, apesar de serem maioria dentro da Câmara dos Deputados, mas eles compram votos dos desavisados que só sabem falar mal deles em mesas de bares e pontos ônibus, sempre antes dos meses que acontecem as campanhas eleitorais apaixonantes.


A quadrilha resiste no Planalto

Do blog Viomundo:

O Centrão assumiu diretamente o poder, sem intermediários, pela primeira vez desde os mandatos de FHC, Lula e Dilma.
Foi consequência da votação desta noite, em que Michel Temer obteve os 172 votos necessários a barrar a denúncia da Procuradoria Geral da Justiça contra ele no Congresso.
PSD, PP, PR, PTB, Pros, SD e PSC lideraram o bloco que salvou Michel Temer, além do PMDB.
O autor do relatório que salvou Temer foi o deputado Paulo Abi-Ackel, do PDSB mineiro, que pretende ser o herdeiro político de Aécio Neves.
O ex-presidente do PSDB, acusado ao lado de Temer nas delações da JBS, jogou pesado nos bastidores para salvar o ocupante do Planalto — e abater as acusações feitas contra ele pela PGR.
A rachadura desmoraliza os tucanos: Aécio conseguiu os votos da veterana Yeda Crusius e da novata Bruna Furlan a favor de Temer, mas não os de Mara Gabrilli e do pernambucano Daniel Coelho, por exemplo.
A sessão teve poucos momentos risíveis em comparação àqueles da votação que abriu processo de impeachment contra Dilma Rousseff.
O deputado Marco Feliciano, por exemplo, votou em favor do relatório argumentando que a derrota de Temer significaria “a volta do PT ao poder”.
O deputado Victório Galli, do PSC de Mato Grosso, votou por Temer e contra a “identidade de gênero” nas escolas.
O deputado Ezequiel Teixeira, do PTN do Rio, votou “contra o comunismo”.
Apoiadores de Temer tentaram ressuscitar o surrado antipetismo para defender a quadrilha que ocupa o Planalto.
Grande parte dos que votaram para enterrar a denúncia argumentaram pela “estabilidade econômica”, num momento em que o Brasil tem 14 milhões de desempregados, rombo recorde nas contas públicas, cortes nos direitos sociais e quebradeira generalizada.
Discursaram como se a recuperação econômica fosse um fato, desconhecendo o desejo expresso em pesquisas por mais de 90% dos entrevistados: o de que Temer deve ser investigado.
Segundo o jornalista Fernando Rodrigues, do Poder 360, já prevendo a vitória o Centrão articula lançar o ministro da Fazenda Henrique Meirelles como candidato do grupo em 2018.
Temer obteve os 172 votos necessários à rejeição da denúncia às 20h30m, com 145 votos contra e 13 ausências àquela altura.
O placar final foi de 263 votos pró-Temer, 227 contra e 21 abstenções.
A decisão da Câmara deve aprofundar a crise econômica, política e social e colocar Temer cada vez mais no colo das bancadas fisiológicas que dominam o Congresso, a começar do Boi, Bala e Bíblia.

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