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A verdade sobre o que se esconde por trás da ameaça de Trump à Venezuela



Por Genaldo de Melo
Vivemos atualmente momentos críticos em que a maior potência mundial, os Estados Unidos da América, claramente começa a perder sua supremacia diante do mundo. Se antes os interesses geopolíticos e econômicos dos EUA sobrepujavam os interesses das demais nações do mundo, inclusive com a utilização de seu poderio militar, agora parece que esse poder começa a ser contestado por outras nações que também começam a impor seus interesses econômicos ao redor do mundo.

Diante de tudo isso, tudo que o mundo não precisava era a eleição de um brutamonte para ser presidente dos Estados Unidos. Duas ameaças foram proferidas por Donald Trump recentemente que preocupam o resto do mundo, pelo seu teor bombástico. A primeira delas é cair na encrenca de um diminuto país, governado por um doido como a Coréia do Norte, dizendo que responderá a qualquer ataque aos EUA com fogo e ira. A segunda e mais grave ainda, de que pode fazer intervenção militar na Venezuela.

Em relação à Coréia do Norte, a briga entre os dois países demonstra clara simbologia de força dos EUA para mostrar aos outros países de que são fortes, porque um país desse tamanho, mesmo com todo poderio nuclear que puder ter não pode ser páreo para uma nação como o Estado norte-americano. Diante do mundo sensato, o que se pode deduzir é que dois loucos em vez de jogarem uma partida de xadrez ficam se ameaçando numa clara situação que pode prejudicar outras nações em vez das que eles representam.

Em relação ao discurso implicante com a Venezuela, é preciso ser muito limitado intelectualmente para não se saber que não se trata de nenhuma ditadura de Nicolás Maduro, que está ameaçando o povo venezuelano, pois se fosse isso mais de 8 milhões de cidadãos com direito ao voto não teriam ido às urnas para aprovar a proposta de uma nova Constituinte no país. O problema dos EUA e de Trump com a Venezuela é o petróleo que ela tem, e que não quer fazer como o senador José Serra e Michel Temer fizeram, entregando o Pré-sal de graça para os norte-americanos.

O problema com a forma bruta como o republicano bilionário com interesse direto no petróleo e nas riquezas do resto do mundo reage em relação à Venezuela, ameaçando de invadir militarmente, é que pelo visto na configuração da geopolítica mundial a China não parece mais querer aceitar todo o tipo de imposição dos norte-americanos de “cabeça baixa”. E foi exatamente o que disse nas entrelinhas o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores da China em coletiva à imprensa, Hua Chunying, de que as relações bilaterais devem manter "sempre o princípio de não interferir nos assuntos internos de outros países (...). Todos os países devem conduzir suas relações bilaterais sobre a base da igualdade, do respeito mútuo e da não ingerência nos assuntos internos de outros países".

Diante da ameaça de Donald Trump para invadir um país livre e soberano, independentemente de seus problemas internos, e da resposta à altura do governo chinês e da posição de várias outras nações, inclusive o Brasil, ninguém pense que as coisas vão melhorar nesse mundo em disputa. Lembrando ainda que Trump recentemente disse que os EUA devem voltar a vencer guerras, o que acende um fio condutor que pode nos levar à trevas futuras.

Diante disso também, aquela parcela da sociedade brasileira que se encantou com o discurso da imprensa tradicional brasileira contra a chamada ditadura de Nicolás Maduro, agora deve abrir bem os olhos, porque numa eventual invasão norte-americana na Venezuela, e com a clara noção de que pode haver reação à altura, quem vai pagar muito caro por isso são os países latino-americanos, principalmente o Brasil. Ninguém queira conferir isso!

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