Por Genaldo de Melo

(Imagem: Brasil247)
ACM Neto (DEM) simplesmente se calou diante do maior escândalo da história política brasileira, que foi o tesouro encontrado de R$ 51 milhões em espécie em apartamento do assessor de Geddel, Gustavo Ferraz, ex-candidato derrotado nas últimas eleições a vice-prefeito em Lauro de Freitas com apoio do próprio prefeito de Salvador, em um prédio da família do deputado federal do DEM, Paulo Azi.
Pela magnitude do espetáculo das malas de dinheiro sendo contadas por várias máquinas durante 14 horas seguidas pela Polícia Federal, um sujeito que se coloca como representante dos setores da sociedade baiana que defendem uma mudança de rumo político na Bahia, como ACM Neto, deveria pelo menos opinar sobre o feito inédito de seu grande aliado, que é Geddel.
Mas ele não tratou em nenhum momento sobre esse assunto terrível e resolveu excursionar pelo interior da Bahia em campanha aberta com seu outro aliado, o prefeito de Feira de Santana, que também que ser senador da República, José Ronaldo de Carvalho. O silêncio de um homem que quer ser governador ou presidente da República diante desse fato, demonstra falta de respeito com os baianos, porque grande parte de seu governo é formado por gente diretamente ligada a Geddel Vieira Lima.
Ele pode muito bem ficar calado diante desse escândalo, mas é bom saber que Geddel pode não ser homem de ficar calado e somente chorando diante de câmaras indiscretas. Ele deve saber de coisas cabeludas que terão que forçar Netinho a ter que dá explicações para seus eleitores, ou então ficará muito ruim na próxima campanha eleitoral, porque seus adversários não vão esquecer e vão fazer com que os baianos lembrem muito bem disso.
Qualquer homem público mesmo nas suas adversidades deve explicações aos cidadãos com direito à ocupar as urnas nos outubros da vida. Ninguém por mais que tenha apoio da imprensa tradicional vai passar incólume pela história das fotos de tantos milhões em dinheiro em Salvador. Neto também deve explicações à população pelo ato nada religioso de seu maior aliado. Se não respeita o povo, que na frente possa sofrer as conseqüências desse silêncio nas próprias urnas!
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