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O mais novo hiperbóreo brasileiro veio de Minas Gerais

Por Genaldo de Melo
Por mais que se queira acreditar na narrativa de que todos os setores políticos do judiciário brasileiro, principalmente no STF, no Ministério Público Federal e no “Supremo Tribunal de Curitiba”, queiram combater e acabar com a corrupção no país, repetindo seus discursos de passar o Brasil à limpo,  a pulga sempre vai ficar atrás da orelha pelos mais bizarros fatos reais.

Enquanto qualquer indivíduo que tem prisão decretada, quando vai para Curitiba basta falar no nome de Lula em suas famosas delações premiadas para ter suas penas reduzidas, indivíduos envolvidos nas mais cabeludas situações criminosas do ponto vista da lei (com provas) parece que ficam esquecidos, como se fossem hiperbóreos nietzschianos.

O caso mais bizarro que faz com que não acreditemos nesse barulho de combate à corrupção, como por exemplo a Lava Jato como a maior operação de combate à mesma, é a situação do senador mineiro Aécio Neves. São delações, inquéritos, denúncias e sentenças para todo mundo que teve qualquer tipo de envolvimento com os governos petistas, e quando a coisa descamba para o lado do senador alguma coisa de misterioso acontece, que o homem passa incólume por tudo como um santo protegido.

O senador escandalosamente responde por nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal e nada, absolutamente nada, acontece com esse homem. Parece que mesmo que se apresentem as provas cabais de seus crimes, na narrativa do judiciário político, apoiado vergonhosamente pela imprensa tradicional do país, somente quem são corruptos são os petistas e alguns aliados. Também de modo estranho três desses inquéritos caíram exatamente nas mãos de seu amigo o ministro Gilmar Mendes.

Um dos inquéritos que caíram no colo de Gilmar Mendes é o 4444, que investiga Aécio por suposto recebimento de dinheiro ilegal da Odebrecht para sua derrotada campanha presidencial de 2014. Gilmar é também relator do inquérito 4244, que apura a participação do senador num suposto esquema de propina em Furnas, e do 4246, que averigua suposta atuação do parlamentar para maquiar dados da CPI dos Correios a fim de embaraçar a apuração do caso conhecido como “mensalão do PSDB“. O caso mais emblemático é o que envolve a gravação, feita por Joesley Batista, em que Aécio pede R$ 2 milhões. Com a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, o STF abriu o inquérito 4506. Os crimes investigados são corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e absolutamente nada acontece com o homem de Minas.

Absolutamente não tem como não desconfiar da suposta possibilidade de combate à corrupção feita através de espetáculos midiáticos dessa parcela do judiciário brasileiro, que absolutamente sem sombras de dúvidas politizou-se para combater politicamente de todos os modos possíveis apenas a esquerda brasileira. É a treva!

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