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Prefeito de Feira de Santana pode perder seu protagonismo político

Por Genaldo de Melo
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Rumores dos famosos senadinhos de Feira de Santana dão conta de que quem defendia efusivamente o prefeito do município para uma vaga praticamente garantida ao Senado Federal, pode acabar ter que se contentar com os riscos da orfandade política. Porque não precisa ser um especialista em matéria de política para saber que tudo que um homem como José Ronaldo não quer é perder o protagonismo de comandar politicamente um grupo político que está a mais de vinte anos no poder.
Ocorre que com a primeira prisão de Geddel, José Ronaldo praticamente passara a ser a segunda maior liderança da oposição na Bahia, mesmo tendo em seu calcanhar um vice-prefeito liderado exatamente por Geddel, que ainda mantinha seu protagonismo dentro do PMDB baiano, junto com o irmão, o deputado federal Lúcio Vieira. Os riscos para o prefeito ainda eram mensuráveis, porque não havia ainda a historia de sobrarem espólios para alguém, no caso Colbert Martins.
Com a descoberta de um valioso tesouro de R$ 51 milhões em dinheiro vivo e fedorento com as digitais de Geddel, e essa nova e praticamente definitiva prisão deste, as coisas tomaram outro rumo. Ou seja, o teatro político passa a ser apresentado em mais dois cenários para quem quiser assistir. E as coisas pioraram para o líder do Paço Municipal!
Primeiro, se o governador Rui Costa que já vinha navegando em céu de brigadeiro, com os ventos importunantes de Geddel e de seu grupo em torno de ACM Neto, tem a possibilidade de crescer nesse cenário mais ainda, além deste último quem por tabela vai mais perder chama-se José Ronaldo, porque como como ele mesmo sabe a propaganda negativa é a arma do diabo.
O outro fator preponderante da possibilidade de orfandade no grupo político do prefeito e de seus seguidores é que provavelmente o ex-deputado federal Colbert Martins não parece ser como as moscas apagadas que sempre orbitaram morbidamente em torno do atual chefe do Paço Municipal. Colbert assumindo a Prefeitura pode além de ter um grupo em seu entorno, ter a máquina administrativa e a possibilidade de assumir o espólio político deixado por Geddel.
Será que José Ronaldo correrá o risco de ser candidato nessas condições adversas, podendo perder a vaga ao Senado e o comando da Prefeitura, e ter em seu encalço vários órfãos políticos, ou será que ficará até o fim de seu mandato para fazer seu substituto que pode muito bem receber ordens políticas? Como a política  é um eterno movimento de coisas e não como águas paradas da Lagoa Grande, muita coisa ainda acontecerá, para inclusive a opinião de  muitos também ser mudada por outros interesses. Quem viver verá!

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