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A greve imoral dos marajás no Brasil

Por Genaldo de Melo
 
Se fosse há alguns anos atrás a notícia de greve de juizes federais por privilégios, poderíamos até mesmo dizer que se tratasse de piada de mau gosto de algum palhaço de circo. Mas como estamos vivendo em um estado de exceção, os nobres mancebos vão de fato fazer uma paralisação no próximo dia 15 de março em defesa do tão "suado" auxílio-moradia. Uma imoralidade desses juízes federais que vem há algum tempo defendendo a narrativa da moralidade com a coisa pública!

Se não fosse por uma denúncia de que o juiz federal da Lava Jato Marcelo Bretas (aquele bom "moralista" que só faltou algemar os olhos de Sérgio Cabral), de que tanto ele como a mulher querem ambos receber o auxílio-moradia, mesmo trabalhando na mesma cidade e com imóveis em seus nomes, o Brasil não ficaria sabendo dessa imoralidade pública desses marajás.

Não se pode dizer que não é correto um juiz receber um auxílio-moradia, desde que ele trabalhe, e comprove isso, em localidade em que ele não tem imóvel, e nem durante sua estadia profissional venha a ter. É a regra da legislação que esses mesmos juízes que querem infringí-la são considerados os guardiões.

A greve não posso dizer que é direito ou uma imoralidade, porque quem julga a legalidade de greves são os próprios juízes. Mas receber quase cinco salários mínimos de auxílio-moradia sem precisar legalmente dele, isso sim que pode ser chamado com todas as letras de imoralidade.

Essa imoralidade de certos juízes federais (porque têm juízes que sabem que não pode fazer isso) custou ao Estado Brasileiro até o momento a bagatela de R$ 4,3 bilhões, que dariam para construir 86 mil moradias populares para cerca de 344 mil pessoas. Ou seja, o governo está gastando bilhões com esses marajás que não precisam de ajuda de custo para moradia, porque são proprietários de imóveis, enquanto que mais de 80% dos brasileiros vivem com a "fortuna" de menos de mil reais por mês.
 
É por demais vergonhoso para o Brasil diante do mundo ver esses marajás que tomam decisões contra greves de trabalhadores que recebem no final do mês apenas um salário mínimo, enquanto eles recebem fortunas e são donos de verdadeiras mansões de luxo, paralisarem suas atividades por privilégios que a grande maioria do povo brasileiro não pode ter.

Exemplos vergonhosos para o Brasil vem exatamente do melhores moralistas do momento. Marcelo Bretas que entrou na justiça para receber dois auxílios-moradia (totalizando quase R$ 9 mil por mês), e Sérgio Moro que ganha por mês alguns milhares de reais acima do teto constitucional permitido no Brasil, com imóvel em Curitiba. Ambos não precisam infringir as regras elementares, porque ambos tem imóveis nas cidades que moram e trabalham. Fica a dúvida se só tem vampiro no Palácio do Planalto...!

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