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Candidato do lulismo pode vencer as eleições no primeiro turno

Por Genaldo de Melo
Enganaram-se peremptoriamente todos aqueles que pensaram avidamente durante muito tempo que prendendo Lula, e o tirando do processo eleitoral, naturalmente eliminaria do Brasil de uma vez por todas o lulismo. Cada vez mais se prova com as recentes pesquisas que o lulismo vai além de Lula, que o lulismo é uma forma de pensar o Brasil, que venceu quatro eleições presidenciais seguidas.

E pior de tudo ainda para todos aqueles que não querem de modo nenhum aceitar a verdade de que os brasileiros não aceitam o projeto político de interesse de apenas uma pequena minoria da população, representado nas pessoas dos partidos que imprimiram um golpe de Estado no país, é que caso consigam em seu esquizofrênico desespero prender Lula, o lulismo pode simplesmente vencer as eleições, mesmo assim, com outro nome que seja apoiado por ele.

Como o lulismo vem se comprovando que está além do próprio partido do ex-presidente Lula, demonstrando uma dianteira fantástica diante de todos os nomes colocados no tabuleiro do xadrez político, caso Lula seja preso vai ser ainda muito pior para as forças que não o querem no processo eleitoral.

Basta se ver as duas últimas pesquisas eleitorais, e chegar a conclusão de que o potencial de 42% a 44% de eleitores que tenderão a votar no candidato que Lula e o lulismo apoiarem, para se inferir que Lula preso, a comoção que tomará conta do país pode de fato eleger outro nome da esquerda já no primeiro turno.

Recados e conselhos foram dados por muita gente, mas não foram ouvidos, de que os setores mais moderados da política brasileira deveriam sentar e conversar com Lula para se chegar a um consenso com ele como presidente, mas ninguém quis ouvir porque a narrativa era de que os conselhos eram dados por gente de esquerda. Ora...!

O sensato de fato era sentar e conversar aceitando a lógica dos fatos, da história recente e das pesquisas, porque mesmo sendo Lula como presidente num país tão diverso ideologicamente como o Brasil, em que sempre elege um Congresso heterogêneo do ponto de vista político, o diálogo seria, como sempre foi, o mote da história. Ou alguém em sã consciência acha que um governo nesse país governa sozinho sem conversar com forças políticas diversas, com deputados e senadores com mandatos?

Não foi suficientemente entendido o fato de que o lulismo não é somente o PT, tanto que sem Lula o PT está simplesmente minguado do ponto de vista político. E outra coisa, não entenderam também as entrelinhas das próprias pesquisas, de que o povo brasileiro não está propenso à revolta e badernas nas ruas como outros povos fazem quando se trata de política, mas está dizendo claramente que sua revolta se traduzirá nas urnas no próximo outubro.

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