PDT e Democratas descartam aliança. Blocão é possibilidade
Lilian Machado REPÓRTER
Aliado da base estadual, enquanto aguarda uma resposta do PT sobre a
possibilidade de compor a candidatura à vice na chapa de Nelson Pelegrino, o PDT
é alvo de especulações na corrida pela sucessão a prefeitura de Salvador.
Divididos entre as tendências que apostam na composição com o PT e em outra que ainda traz a possibilidade de diálogos com o PCdoB, o PTB e o PSL para a formação de um blocão, os pedetistas deverão definir a situação eleitoral apenas nos próximos dias.
Diante desse quadro de indefinição, surgem ainda rumores de que o partido pode ainda se entender com o DEM, do deputado federal ACM Neto. Pela movimentação, esses assuntos serão finalizados somente após os festejos juninos. No entanto, os burburinhos de apoio ao DEM foram descartados pelos líderes de ambos os partidos.
O presidente estadual do PDT, Alexandre Brust, que defende a tese de candidatura própria ou de sair com a candidatura a vice com o PT, foi enfático ao negar qualquer negociação com os Democratas. “Não tem nada disso. Foi um ruído de comunicação, pois na verdade estamos é aguardando a resposta do PT. As conversas estão andando e vão até o afunilamento total”.
O dirigente do PDT diz confiar que neste período de São João, as lideranças poderão ganhar novo ânimo para intensificar as conversas e tomar decisões viáveis, leia-se o PT. “O São João será uma boa trégua para todos esfriarem a cabeça. Todos vão parar de acionar os fogos políticos para acionar os fogos de artifícios”, brincou. Brust foi mais além ao reforçar que o PDT está na disputa com o PP para obter espaço na chapa de Pelegrino.
“Posteriormente com a inspiração de São João todos poderão decidir melhor. Se o São João inspirar a cabeça de João (o prefeito) pode dar a vice para o PP, caso contrário, se nem o santo resolver o problema de João, a vice ficará com o PDT”, insinuou ainda em tom de brincadeira.
Embora tenha admitido que não faltam conversas com as lideranças do PDT, o candidato a prefeito ACM Neto negou que houvesse atualmente uma construção de apoio.
“No momento em que lançamos a chapa coincidiu que o PDT tomou a decisão de lançar candidatura própria, portanto, tenho que respeitar. O PDT foi correto e transparente na interlocução comigo e eu só posso respeitar isso”.
Agência Estado
A corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, pedirá à Polícia Federal que mantenha a segurança ao juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima - que deixou o comando do processo contra o contraventor Carlinhos Cachoeira após ameaças - e que garanta a segurança do novo juiz do processo, Alderico Rocha Santos.
Calmon reuniu-se nesta quarta com Moreira Lima, o ex-corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Cândido Ribeiro, e o juiz federal Leão Aparecido Alves, que se declarou suspeito para atuar no caso.
Na reunião, Calmon repetiu o relato que Moreira Lima fez em ofício encaminhado à Corregedoria do TRF e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O juiz disse que não tinha mais condições de permanecer à frente da investigação especialmente depois que seus pais foram procurados em casa por policiais.
"O juiz deu as razões, disse que se sentia cansado, extenuado, e que gostaria de sair. No nosso entendimento, deixá-lo depois que ele disse que está cansado seria um ato de desumanidade", afirmou Eliana Calmon.
O grupo de Cachoeira contava com o apoio de 40 policiais civis, militares e federais. A abordagem dos pais do magistrado por um policial foi vista por ele como uma ameaça velada. Ex-delegado da Polícia Federal, Moreira Lima foi removido, a pedido, da 11ª Vara Federal em Goiás para a 12ª Vara.
Antes de deflagrada a Operação Monte Carlo, Moreira Lima já havia pedido o respaldo da Corregedoria Nacional para permanecer no caso. Em conversa reservada, contou à ministra Eliana Calmon que não tinha apoio dos colegas, que as provas que ele colhera estavam sendo desqualificadas e que, para completar, estava sob ameaça.
Eliana Calmon deve chamar, nos próximos dias, o novo juiz do caso, Alderico Rocha Santos. De acordo com ela, a Corregedoria quer garantir que ele tenha independência para atuar no processo.
Divididos entre as tendências que apostam na composição com o PT e em outra que ainda traz a possibilidade de diálogos com o PCdoB, o PTB e o PSL para a formação de um blocão, os pedetistas deverão definir a situação eleitoral apenas nos próximos dias.
Diante desse quadro de indefinição, surgem ainda rumores de que o partido pode ainda se entender com o DEM, do deputado federal ACM Neto. Pela movimentação, esses assuntos serão finalizados somente após os festejos juninos. No entanto, os burburinhos de apoio ao DEM foram descartados pelos líderes de ambos os partidos.
O presidente estadual do PDT, Alexandre Brust, que defende a tese de candidatura própria ou de sair com a candidatura a vice com o PT, foi enfático ao negar qualquer negociação com os Democratas. “Não tem nada disso. Foi um ruído de comunicação, pois na verdade estamos é aguardando a resposta do PT. As conversas estão andando e vão até o afunilamento total”.
O dirigente do PDT diz confiar que neste período de São João, as lideranças poderão ganhar novo ânimo para intensificar as conversas e tomar decisões viáveis, leia-se o PT. “O São João será uma boa trégua para todos esfriarem a cabeça. Todos vão parar de acionar os fogos políticos para acionar os fogos de artifícios”, brincou. Brust foi mais além ao reforçar que o PDT está na disputa com o PP para obter espaço na chapa de Pelegrino.
“Posteriormente com a inspiração de São João todos poderão decidir melhor. Se o São João inspirar a cabeça de João (o prefeito) pode dar a vice para o PP, caso contrário, se nem o santo resolver o problema de João, a vice ficará com o PDT”, insinuou ainda em tom de brincadeira.
Embora tenha admitido que não faltam conversas com as lideranças do PDT, o candidato a prefeito ACM Neto negou que houvesse atualmente uma construção de apoio.
“No momento em que lançamos a chapa coincidiu que o PDT tomou a decisão de lançar candidatura própria, portanto, tenho que respeitar. O PDT foi correto e transparente na interlocução comigo e eu só posso respeitar isso”.
Fonte: Tribuna da Bahia
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Ministro da Agricultura reforça declarações da presidenta e defende retomada da Rodada Doha
De acordo com o ministro, com o aumento da produtividade, o Brasil dispõe de mais capacidade para ampliar as trocas comerciais. No entanto, os entraves nos setores de agricultura e de facilitação de comércio, por exemplo, impedem avanços na liberalização...
Rio de Janeiro - O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, reforçou hoje (20) as declarações da presidenta Dilma Rousseff, que defendeu a retomada das discussões da Rodada Doha, ao deixar reunião do G-20 (grupo das maiores economias do mundo), no México, ontem (19). As negociações estão travadas desde 2008 por impasses envolvendo subsídios agrícolas.
De acordo com o ministro, com o aumento da produtividade, o Brasil dispõe de mais capacidade para ampliar as trocas comerciais. No entanto, os entraves nos setores de agricultura e de facilitação de comércio, por exemplo, impedem avanços na liberalização do comércio mundial. “A proteção de mercados, isso vai contra a forma de produção e de relacionamento [dos países]”, disse.
Após reuniões bilaterais com os ministros da Finlândia e da Hungria, Mendes Ribeiro pontuou que, no âmbito das trocas, o Brasil precisa aumentar as parcerias internacionais. Colocou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) à disposição da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico no mundo e com foco no aumento da produtividade e do combate à fome.
“Queremos alimentar a fome e isso não se faz sozinho”, declarou o ministro, no Forte de Copacabana, onde se reúne com mais 36 ministros da Agricultura de diversos país, no Humanidade 2012, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Eles vieram acompanhar as negociações do documento final do evento.
Ontem (19), durante a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil que também ocorre paralelo à Rio+20, milhares de pessoas protestaram contra “retrocessos na política ambiental”.
Para hoje, está marcada uma grande marcha contra o Código Florestal, prevista para ter início às 15h. Apesar disso, o ministro disse que o projeto de lei não está mais nas mãos do governo federal.
“Este é assunto passou, amadureceu. Houve o debate, o governo fez o que tinha de fazer e agora é o Congresso [Nacional] que tem de dar sua opinião. O debate foi bastante amadurecido e o governo [federal] fez sua parte”, concluiu Mendes Ribeiro sobre o código.
De acordo com o ministro, com o aumento da produtividade, o Brasil dispõe de mais capacidade para ampliar as trocas comerciais. No entanto, os entraves nos setores de agricultura e de facilitação de comércio, por exemplo, impedem avanços na liberalização do comércio mundial. “A proteção de mercados, isso vai contra a forma de produção e de relacionamento [dos países]”, disse.
Após reuniões bilaterais com os ministros da Finlândia e da Hungria, Mendes Ribeiro pontuou que, no âmbito das trocas, o Brasil precisa aumentar as parcerias internacionais. Colocou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) à disposição da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico no mundo e com foco no aumento da produtividade e do combate à fome.
“Queremos alimentar a fome e isso não se faz sozinho”, declarou o ministro, no Forte de Copacabana, onde se reúne com mais 36 ministros da Agricultura de diversos país, no Humanidade 2012, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Eles vieram acompanhar as negociações do documento final do evento.
Ontem (19), durante a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil que também ocorre paralelo à Rio+20, milhares de pessoas protestaram contra “retrocessos na política ambiental”.
Para hoje, está marcada uma grande marcha contra o Código Florestal, prevista para ter início às 15h. Apesar disso, o ministro disse que o projeto de lei não está mais nas mãos do governo federal.
“Este é assunto passou, amadureceu. Houve o debate, o governo fez o que tinha de fazer e agora é o Congresso [Nacional] que tem de dar sua opinião. O debate foi bastante amadurecido e o governo [federal] fez sua parte”, concluiu Mendes Ribeiro sobre o código.
Fonte: Agência Brasil
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Ministra diz que juiz ameaçado deixou processo de Cachoeira por cansaço
Para Eliana, o vazamento de informações relativas à Monte Carlo antes mesmo de a operação da Polícia Federal ter sido deflagrada, não prejudicou a investigação que, segundo ela, "foi um sucesso...
O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima se reuniu na manhã desta quarta-feira (21/6), por mais de uma hora, com a corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. Ele foi afastado do comando do processo referente à Operação Monte Carlo, após ter relatado que sofreu ameaças veladas.
Durante o encontro, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o magistrado contou a Eliana que pediu para deixar o caso por estar “extenuado” – ele atuou por 16 meses a frente do processo. “No nosso entendimento, deixá-lo (no processo) depois de ele dizer que estava cansado seria um ato de desumanidade”, afirmou a corregedora do CNJ.
Para Eliana, o vazamento de informações relativas à Monte Carlo antes mesmo de a operação da Polícia Federal ter sido deflagrada, não prejudicou a investigação que, segundo ela, "foi um sucesso.
Além do juiz ameaçado, participaram do encontro o juiz titular da 11ª Vara Criminal de Goiânia, Leão Aparecido Alves, que se declarou impedido de assumir o caso; o ex-corregedor do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Cândido Ribeiro; o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo, e quatro conselheiros do CNJ. Moreira Lima e Leão Aparecido saíram do prédio do CNJ sem dar entrevista.
Segundo o magistrado, as ameaças foram dirigidas não só a ele, como a sua família. “Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada”, relatou o juiz em ofício enviado à Corregedoria do TRF-1.
Já Eliana Calmon acrescentou que o juiz recebeu uma ligação de um carcereiro de presídio de segurança máxima, na qual houve referência a conversas de presidiários envolvendo o nome do magistrado. “O juiz confirma apenas a questão de um telefonema que ele recebeu de alguém de um presídio de segurança máxima. O carcereiro dizendo que ouviu conversa de um preso dizendo alguma coisa”, contou.
Eliana afirmou aos jornalistas que o juiz ameaçado “não é covarde” e fez um importante trabalho a frente do processo no qual autorizou a realização de grampos telefônicos contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira e integrantes do grupo que supostamente comandava a exploração do jogo ilegal em Goiás e fraudava licitações. “O nosso entendimento é de que a magistratura não pode estar fragilizada. Ou seja, com medo do crime organizado”, destacou.
Segundo Eliana, Moreira Lima receberá proteção policial. O presidente da Ajufe, por sua vez, alertou que o juiz continuará atuando em Goiânia, mas será transferido da 11ª Vara Criminal para a 12ª Vara de Execução Fiscal.
Na noite de terça-feira (19/6), o juiz federal Alderico Rocha Santos foi designado pelo TRF-1 para conduzir o processo. Titular da 5ª Vara Federal de Goiânia, Alderico atuará no caso sem prejuízo de suas funções na vara de origem.
De acordo com o desembargador Cândido Ribeiro, a ação que tramita na Justiça Federal não será paralisada devido a substituição de juízes. “Esse processo vai ter um andamento célere, tem prioridade em relação a qualquer outro processo porque ele envolve réus presos”, frisou.
Cândido também confirmou as ameaças sofridas por Moreira Lima. “Ele não está se sentindo confortável. Ele tem um sentimento de ameaças veladas. Não é uma coisa muito clara, não é explícito”, observou.
O desembargador disse ainda que o juiz pediu escolta e chegou a ser acompanhado por seguranças durante um período. No entanto, conforme o ex-corregedor do TRF-1, "em março ou abril" o juiz pediu a retirada da escolta policial que o acompanhava.
Eliana Calmon, porém, afirmou que não lhe consta que Moreira Lima tenha aberto mão da segurança, mas somente da escolta ostensiva. Diante das ameaças, mesmo deixando o processo de Cachoeira, Cândido afirmou que o colega receberá proteção. “Estamos buscando restabelecer essas garantias.”
Durante o encontro, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o magistrado contou a Eliana que pediu para deixar o caso por estar “extenuado” – ele atuou por 16 meses a frente do processo. “No nosso entendimento, deixá-lo (no processo) depois de ele dizer que estava cansado seria um ato de desumanidade”, afirmou a corregedora do CNJ.
Para Eliana, o vazamento de informações relativas à Monte Carlo antes mesmo de a operação da Polícia Federal ter sido deflagrada, não prejudicou a investigação que, segundo ela, "foi um sucesso.
Além do juiz ameaçado, participaram do encontro o juiz titular da 11ª Vara Criminal de Goiânia, Leão Aparecido Alves, que se declarou impedido de assumir o caso; o ex-corregedor do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), desembargador Cândido Ribeiro; o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo, e quatro conselheiros do CNJ. Moreira Lima e Leão Aparecido saíram do prédio do CNJ sem dar entrevista.
Segundo o magistrado, as ameaças foram dirigidas não só a ele, como a sua família. “Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada”, relatou o juiz em ofício enviado à Corregedoria do TRF-1.
Já Eliana Calmon acrescentou que o juiz recebeu uma ligação de um carcereiro de presídio de segurança máxima, na qual houve referência a conversas de presidiários envolvendo o nome do magistrado. “O juiz confirma apenas a questão de um telefonema que ele recebeu de alguém de um presídio de segurança máxima. O carcereiro dizendo que ouviu conversa de um preso dizendo alguma coisa”, contou.
Eliana afirmou aos jornalistas que o juiz ameaçado “não é covarde” e fez um importante trabalho a frente do processo no qual autorizou a realização de grampos telefônicos contra o bicheiro Carlinhos Cachoeira e integrantes do grupo que supostamente comandava a exploração do jogo ilegal em Goiás e fraudava licitações. “O nosso entendimento é de que a magistratura não pode estar fragilizada. Ou seja, com medo do crime organizado”, destacou.
Segundo Eliana, Moreira Lima receberá proteção policial. O presidente da Ajufe, por sua vez, alertou que o juiz continuará atuando em Goiânia, mas será transferido da 11ª Vara Criminal para a 12ª Vara de Execução Fiscal.
Na noite de terça-feira (19/6), o juiz federal Alderico Rocha Santos foi designado pelo TRF-1 para conduzir o processo. Titular da 5ª Vara Federal de Goiânia, Alderico atuará no caso sem prejuízo de suas funções na vara de origem.
De acordo com o desembargador Cândido Ribeiro, a ação que tramita na Justiça Federal não será paralisada devido a substituição de juízes. “Esse processo vai ter um andamento célere, tem prioridade em relação a qualquer outro processo porque ele envolve réus presos”, frisou.
Cândido também confirmou as ameaças sofridas por Moreira Lima. “Ele não está se sentindo confortável. Ele tem um sentimento de ameaças veladas. Não é uma coisa muito clara, não é explícito”, observou.
O desembargador disse ainda que o juiz pediu escolta e chegou a ser acompanhado por seguranças durante um período. No entanto, conforme o ex-corregedor do TRF-1, "em março ou abril" o juiz pediu a retirada da escolta policial que o acompanhava.
Eliana Calmon, porém, afirmou que não lhe consta que Moreira Lima tenha aberto mão da segurança, mas somente da escolta ostensiva. Diante das ameaças, mesmo deixando o processo de Cachoeira, Cândido afirmou que o colega receberá proteção. “Estamos buscando restabelecer essas garantias.”
Fonte: Correio Braziliense
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Modelo de investimentos estatais no Brasil dá sinais de desgaste, diz ‘NYT’
O modelo de investimentos estatais, com sua grande influência nos rumos da economia brasileira, dá sinais de desgaste, afirma reportagem desta quarta-feira do International Herald Tribune, a versão internacional do New York Times.
Fontes ouvidas pela reportagem dizem que a grande influência desses investimentos gera dependência econômica da mão estatal, pode sufocar o setor privado e provoca excessos: tantos projetos são difíceis de serem administrados simultaneamente, gerando atrasos, aumento de custos e problemas relacionados à mão de obra.
"Numa demonstração da grande influência do governo brasileiro em quase todas as áreas importantes da economia, a presidente Dilma Rousseff está acelerando uma série de projetos de estímulo pelo país, na tentativa de enfrentar a desaceleração econômica", diz a reportagem.
Dependência?"Mas, num eco do debate sobre gastos estatais na Europa e nos EUA, a ação de Rousseff está provocando ceticismo. Alguns temem que o Brasil esteja ficando muito dependente nos gastos estatais para amenizar os altos e baixos de sua economia baseada em commodities, enquanto outros temem que isso sufoque o setor privado, algo que pode reduzir o crescimento no longo prazo."
O texto cita o papel do BNDES e sua participação em quase 200 empresas brasileiras (contra 95 há uma década) e projetos ligados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e à Copa do Mundo de 2014.
A reportagem do NYT aponta que "vários projetos de infraestrutura foram aprovados ao mesmo tempo, de estádios a hidrelétricas". Com isso, a alocação de recursos ficou difícil de ser gerenciada. "Atrasos e excessos de gastos, parcialmente derivados de falta de mão de obra, afetaram o projeto de US$ 4 bilhões de transposição do rio São Francisco", segue o texto.
Ao mesmo tempo, porém, o jornal aponta que tanto o governo como empresas estatais, como a Petrobras, defendem o modelo como um "catalisador" para a criação de empregos e a redução da desigualdade no Brasil.
"Numa demonstração da grande influência do governo brasileiro em quase todas as áreas importantes da economia, a presidente Dilma Rousseff está acelerando uma série de projetos de estímulo pelo país, na tentativa de enfrentar a desaceleração econômica", diz a reportagem.
Dependência?"Mas, num eco do debate sobre gastos estatais na Europa e nos EUA, a ação de Rousseff está provocando ceticismo. Alguns temem que o Brasil esteja ficando muito dependente nos gastos estatais para amenizar os altos e baixos de sua economia baseada em commodities, enquanto outros temem que isso sufoque o setor privado, algo que pode reduzir o crescimento no longo prazo."
O texto cita o papel do BNDES e sua participação em quase 200 empresas brasileiras (contra 95 há uma década) e projetos ligados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e à Copa do Mundo de 2014.
A reportagem do NYT aponta que "vários projetos de infraestrutura foram aprovados ao mesmo tempo, de estádios a hidrelétricas". Com isso, a alocação de recursos ficou difícil de ser gerenciada. "Atrasos e excessos de gastos, parcialmente derivados de falta de mão de obra, afetaram o projeto de US$ 4 bilhões de transposição do rio São Francisco", segue o texto.
Ao mesmo tempo, porém, o jornal aponta que tanto o governo como empresas estatais, como a Petrobras, defendem o modelo como um "catalisador" para a criação de empregos e a redução da desigualdade no Brasil.
Fonte: BBC Brasil
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Por que Assange escolheu o Equador para pedir asilo?
A decisão do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de buscar asilo no Equador pode ter surpreendido muitos já que, este ano, o país vem sendo acusado internacionalmente de reprimir a imprensa privada.
Mas o governo equatoriano já vinha ensaiando uma aproximação com o jornalista australiano havia algum tempo.
Em novembro de 2010, o ex-vice-ministro das Relações Exteriores equatoriano Kintto Lucas ofereceu a Assange residência no país, para que pudesse "divulgar livremente as informações que possui".
A oferta foi rapidamente retificada pelo governo do presidente Rafael Correa como sendo uma oferta feita por iniciativa própria de Lucas. À época, o líder do país chegou a criticar a WikiLeaks por divulgar documentos confidenciais.
Mas em abril de 2011, o Equador expulsou a embaixadora americana após revelações – feitas pelo WkiLeaks – nas quais ela sugeria que Correa estaria ciente de acusações de corrupção feitas contra um chefe de política promovido a comandante de uma força nacional.
Desde então, Assange tem mantido contato próximo com a embaixada do Equador em Londres.
Entrevista
Muitos apontam como um divisor de águas nesta relação a entrevista conduzida em abril por Assange com Correa para o canal em inglês, financiado pelo governo russo, Russia Today.
Durante os 75 minutos de entrevista, Correa elogiou o trabalho da WikiLeaks, defendeu a liberdade de expressão, criticou o papel negativo de alguns órgãos de imprensa e encerrou o encontro com uma saudação amigável para Assange:
"Bem-vindo ao clube dos perseguidos!", disse o mandatário sul-americano.
Na entrevista, Correa também disse que os documentos publicados pela WikiLeaks fortaleceram seu governo “porque as grandes acusações da embaixada americana eram que o governo do Equador promove um nacionalismo excessivo e defende sua soberania”.
"Sem dúvida somos nacionalistas e defendemos a soberania do país", disse Correa, que foi o único presidente latinoamericano entrevistado pelo programa, que já recebeu personalidades como o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah e o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki.
Estratégia
Atualmente, o Equador decide se dá asilo político a Assange, que está refugiado na embaixada do país em Londres. O australiano luta contra a extradição para a Suécia onde enfrenta acusações de crimes sexuais.
Ele diz que as acusações são motivadas politicamente.
Analistas consideram que a concessão de asilo para Assange pode ser uma medida inteligente do governo Correa, que deve tentar a reeleição no ano que vem. Ela pode ser uma oportunidade de mudar a percepção de que persegue a imprensa.
Correa se diz vítima da imprensa privada equatoriana, que historicamente serviu os interesses das elites econômicas do país.
No começo do ano, ele ganhou dois processos milionários contra jornalistas. O jornal El Universo foi multado em US$ 40 milhões e seus donos condenados a três anos de prisão.
Dois jornalistas investigativos foram multados em US$ 10 milhões por terem difamado a reputação do presidente em um livro que trouxe detalhes de contratos governamentais.
Após duras críticas internacionais, Correa perdoou os jornalistas.
O editor do jornal privado Hoy, Marlon Puertas, disse à BBC que "se há algum mérito que devemos reconhecer neste governo é que nunca toma uma decisão improvisada".
Em novembro de 2010, o ex-vice-ministro das Relações Exteriores equatoriano Kintto Lucas ofereceu a Assange residência no país, para que pudesse "divulgar livremente as informações que possui".
A oferta foi rapidamente retificada pelo governo do presidente Rafael Correa como sendo uma oferta feita por iniciativa própria de Lucas. À época, o líder do país chegou a criticar a WikiLeaks por divulgar documentos confidenciais.
Mas em abril de 2011, o Equador expulsou a embaixadora americana após revelações – feitas pelo WkiLeaks – nas quais ela sugeria que Correa estaria ciente de acusações de corrupção feitas contra um chefe de política promovido a comandante de uma força nacional.
Desde então, Assange tem mantido contato próximo com a embaixada do Equador em Londres.
Entrevista
Muitos apontam como um divisor de águas nesta relação a entrevista conduzida em abril por Assange com Correa para o canal em inglês, financiado pelo governo russo, Russia Today.
Durante os 75 minutos de entrevista, Correa elogiou o trabalho da WikiLeaks, defendeu a liberdade de expressão, criticou o papel negativo de alguns órgãos de imprensa e encerrou o encontro com uma saudação amigável para Assange:
"Bem-vindo ao clube dos perseguidos!", disse o mandatário sul-americano.
Na entrevista, Correa também disse que os documentos publicados pela WikiLeaks fortaleceram seu governo “porque as grandes acusações da embaixada americana eram que o governo do Equador promove um nacionalismo excessivo e defende sua soberania”.
"Sem dúvida somos nacionalistas e defendemos a soberania do país", disse Correa, que foi o único presidente latinoamericano entrevistado pelo programa, que já recebeu personalidades como o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah e o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki.
Estratégia
Atualmente, o Equador decide se dá asilo político a Assange, que está refugiado na embaixada do país em Londres. O australiano luta contra a extradição para a Suécia onde enfrenta acusações de crimes sexuais.
Ele diz que as acusações são motivadas politicamente.
Analistas consideram que a concessão de asilo para Assange pode ser uma medida inteligente do governo Correa, que deve tentar a reeleição no ano que vem. Ela pode ser uma oportunidade de mudar a percepção de que persegue a imprensa.
Correa se diz vítima da imprensa privada equatoriana, que historicamente serviu os interesses das elites econômicas do país.
No começo do ano, ele ganhou dois processos milionários contra jornalistas. O jornal El Universo foi multado em US$ 40 milhões e seus donos condenados a três anos de prisão.
Dois jornalistas investigativos foram multados em US$ 10 milhões por terem difamado a reputação do presidente em um livro que trouxe detalhes de contratos governamentais.
Após duras críticas internacionais, Correa perdoou os jornalistas.
O editor do jornal privado Hoy, Marlon Puertas, disse à BBC que "se há algum mérito que devemos reconhecer neste governo é que nunca toma uma decisão improvisada".
Fonte: BBC Brasil
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País registra fluxo cambial positivo de US$ 516 milhões este mês, até dia 15
De janeiro até o dia 15 de junho, o fluxo cambial tem saldo positivo de US$ 23,141 bilhões, com registro de US$ 20,377 bilhões pelo segmento comercial e de US$ 2,765 bilhões pelo financeiro...
Brasília - O fluxo cambial, resultado de entrada e saída de dólares, está positivo em US$ 516 milhões neste mês, até o dia 15, segundo dados divulgados hoje (20) pelo Banco Central (BC).
O segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) é o responsável pelo saldo positivo, com entrada líquida (descontada a saída) de US$ 1,235 bilhão. O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) ficou negativo em US$ 719 milhões, em junho até o dia 15.
De janeiro até o dia 15 de junho, o fluxo cambial tem saldo positivo de US$ 23,141 bilhões, com registro de US$ 20,377 bilhões pelo segmento comercial e de US$ 2,765 bilhões pelo financeiro. De janeiro a junho do ano passado, o fluxo cambial estava positivo em US$ 40,345 bilhões.
O segmento financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) é o responsável pelo saldo positivo, com entrada líquida (descontada a saída) de US$ 1,235 bilhão. O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) ficou negativo em US$ 719 milhões, em junho até o dia 15.
De janeiro até o dia 15 de junho, o fluxo cambial tem saldo positivo de US$ 23,141 bilhões, com registro de US$ 20,377 bilhões pelo segmento comercial e de US$ 2,765 bilhões pelo financeiro. De janeiro a junho do ano passado, o fluxo cambial estava positivo em US$ 40,345 bilhões.
Fonte: Agência Brasil
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Presidente iraniano pede que países usem amor e compaixão para garantir o futuro do mundo
Ele evitou temas polêmicos e dirigiu-se aos demais líderes sempre como “meus amigos”, usando mais de uma vez termos como amor e compaixão...
Rio de Janeiro – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, discursou na tarde de hoje (20), por cerca de 20 minutos, na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentával, Rio+20.
Ele evitou temas polêmicos e dirigiu-se aos demais líderes sempre como “meus amigos”, usando mais de uma vez termos como amor e compaixão.
“Nós estamos juntos aqui para melhorar a situação atual, curando velhas feridas da sociedade humana”, disse o presidente iraniano, que destacou, entre outros pontos, a necessidade dos países atuarem juntos na busca de soluções.
“Todas as nações e todos governos eleitos democraticamente devem participar, construtivamente, com compromissos, no gerenciamento do mundo baseado em compaixão.”
Ahmadinejad terminou o discurso alertando que uma nova ordem internacional estaria chegando. “Após o colapso da antiga ordem, a repetição de erros é imperdoável. Uma nova ordem deve ser estabelecida por líderes de boa-fé e esse dia está chegando.”
Ele evitou temas polêmicos e dirigiu-se aos demais líderes sempre como “meus amigos”, usando mais de uma vez termos como amor e compaixão.
“Nós estamos juntos aqui para melhorar a situação atual, curando velhas feridas da sociedade humana”, disse o presidente iraniano, que destacou, entre outros pontos, a necessidade dos países atuarem juntos na busca de soluções.
“Todas as nações e todos governos eleitos democraticamente devem participar, construtivamente, com compromissos, no gerenciamento do mundo baseado em compaixão.”
Ahmadinejad terminou o discurso alertando que uma nova ordem internacional estaria chegando. “Após o colapso da antiga ordem, a repetição de erros é imperdoável. Uma nova ordem deve ser estabelecida por líderes de boa-fé e esse dia está chegando.”
Fonte: Agência Brasil
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CNJ vai pedir segurança aos juízes do caso Cachoeira
Agência Estado
A corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, pedirá à Polícia Federal que mantenha a segurança ao juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima - que deixou o comando do processo contra o contraventor Carlinhos Cachoeira após ameaças - e que garanta a segurança do novo juiz do processo, Alderico Rocha Santos.
Calmon reuniu-se nesta quarta com Moreira Lima, o ex-corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Cândido Ribeiro, e o juiz federal Leão Aparecido Alves, que se declarou suspeito para atuar no caso.
Na reunião, Calmon repetiu o relato que Moreira Lima fez em ofício encaminhado à Corregedoria do TRF e divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo. O juiz disse que não tinha mais condições de permanecer à frente da investigação especialmente depois que seus pais foram procurados em casa por policiais.
"O juiz deu as razões, disse que se sentia cansado, extenuado, e que gostaria de sair. No nosso entendimento, deixá-lo depois que ele disse que está cansado seria um ato de desumanidade", afirmou Eliana Calmon.
O grupo de Cachoeira contava com o apoio de 40 policiais civis, militares e federais. A abordagem dos pais do magistrado por um policial foi vista por ele como uma ameaça velada. Ex-delegado da Polícia Federal, Moreira Lima foi removido, a pedido, da 11ª Vara Federal em Goiás para a 12ª Vara.
Antes de deflagrada a Operação Monte Carlo, Moreira Lima já havia pedido o respaldo da Corregedoria Nacional para permanecer no caso. Em conversa reservada, contou à ministra Eliana Calmon que não tinha apoio dos colegas, que as provas que ele colhera estavam sendo desqualificadas e que, para completar, estava sob ameaça.
Eliana Calmon deve chamar, nos próximos dias, o novo juiz do caso, Alderico Rocha Santos. De acordo com ela, a Corregedoria quer garantir que ele tenha independência para atuar no processo.
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