Ainda que o coro de “Fora, Cunha”, para muitos, tenha surgido este ano em função de sua atuação conservadora e também por denúncias como as de contas secretas que o presidente da Câmara dos Deputados manteria na Suíça, não é a primeira vez que o parlamentar ouve essa máxima. Com um currículo vasto de “polêmicas” ao longo de sua carreira, o peemedebista presenciou trabalhadores pedindo o seu afastamento há mais de vinte anos, em 1992, quando era presidente da Telerj, a empresa fluminense de telecomunicações. Naquela época, funcionários da empresa reivindicavam pagamentos de benefícios atrasados e aumento salarial. Sua carreira na companhia de telecomunicações, no entanto, durou pouco. Ele foi exonerado da presidência da Telerj em 1993 depois de um escândalo de superfaturamento ao longo da implantação da telefonia celular no estado do Rio de Janeiro e, pouco antes, foi advertido pelo Tribunal de Contas da União por tratamento privilegiado a determinados fornecedores e falhas na licitação para a edição de catálogos telefônicos. Hoje, terceiro na linha sucessória do comando do país, o parlamentar é investigado na Operação Lava Jato e teve seu nome citado por delatores presos, sendo alvo de uma investigação na Suíça por manter contas secretas e movimentar dinheiro de forma ilegal no país. Estima-se que seu patrimônio possa chegar a R$ 61,3 milhões. Vinte e quatro anos foram o suficiente para que o próprio Eduardo Cunha desse ainda mais sentido para aquele, até então, pequeno “Fora, Cunha”. (Ivan Longo-Fórum)
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