Pular para o conteúdo principal

Faça doação, mas diga quem você é amigo!

Por Genaldo de melo
Minha foto
Quando para a felicidade geral da nação se decide que as doações de campanhas eleitorais não podem mais serem feitas por empresas, já que todos sabem que o cerne da corrupção está assentado exatamente nesses prolegômenos menores, vozes poucas, mais interesseiras, defendem a tese das chamadas doações ocultas, sustentadas na tese do parágrafo 12 do artigo 28 da Lei Eleitoral, conforme o texto “sem individualização dos doadores”, que do mesmo modo está assentado no artigo 2º da Lei Federal 13.165/2015, que instituiu as chamadas “doações ocultas”, aquelas em que não é possível identificar o vínculo entre doadores e candidatos.

Mas também para felicidade geral da nação esse disparate não vai mais acontecer no Brasil, porque por graças de “Deus” o Supremo Tribunal Federal tomou uma decisão correta. Por unanimidade, o Plenário do STF deferiu pedido de liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (5394) para suspender a eficácia de dispositivo da Lei Eleitoral (9.504/97), que permitia doações ocultas a candidatos. Essa ação foi ajuizada pelo Conselho Federal da OAB, sob a alegação de que o dispositivo que foi impugnado viola os princípios da transparência, da moralidade e favorece a corrupção, pois dificulta o rastreamento das doações eleitorais.

Quando se retira a transparência do processo eleitoral e se dificulta o controle de contas pela Justiça Eleitoral permite-se que doadores de campanhas ocultem ou dissimulem seus interesses em prejuízo do processo eleitoral. O dispositivo que foi impugnado no STF contribuirá para que haja transparência no processo eleitoral, sem frustrar o exercício adequado das funções da Justiça Eleitoral, ajudando o eleitor para exercer com pleno esclarecimento seus direitos políticos.

O conhecimento do nome dos doadores ilumina conexões políticas facilmente subtraídas do público nos discursos de campanha, denunciando a maior ou menor propensão dos candidatos e partidos a abandonar suas convicções ideológicas em posturas de pragmatismo político questionáveis, como o fisiologismo, que se conhecidas de antemão seriam rejeitadas pelo eleitorado.

E agora, meu bom Senhor dos Anéis?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...