Pular para o conteúdo principal

Contas de Aécio rejeitadas e a mídia calada

Por Genaldo de Melo
Quando falamos que parcela substancial da mídia brasileira do Jornalismo da Obediência, exatamente aquela coordenada por apenas poucas famílias do mundo empresarial das comunicações, exatamente aquela que em suas posturas tomou posição política clara em favor de apenas um grupo político, está literalmente trabalhando vinte e quatro de forma parcial contra a democracia brasileira, em que 54 milhões de cidadãos com direito a voto escolheram continuar com Dilma Rousseff, fica gente miúda e analfabetos políticos dizendo que estamos tomando partido como eles.

Ora, como não procurar denunciar os fatos de um jornalismo doentio que tenta imbecilizar toda a população com apenas um lado das informações? Desde que terminou as eleições de 2014 que o Jornalismo da Obediência tenta de todas as formas influenciar a opinião pública de que existem indícios, que depois de mais de um ano ainda não apareceram, de que tudo que for de Dilma Rousseff tem erros que devem ser punidos com a cassação dela, ou de sua chapa, ou mesmo procura induzir para que a população apele para a sua renúncia.

Como não denunciar que esse mesmo jornalismo está literalmente calado diante da rejeição das contas de Aécio Neves, seu “queridinho” tomador de dezoito anos, senador por Minas Gerais, mas que mora mesmo é na bela e rica Copacabana? gritaram e espernearam o quanto puderam contra Dilma Roussef, mas diante da rejeição das contas de campanha de Aécio Neves calaram-se todos.

Segundo o site Conexão Jornalismo, as contas da campanha do candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, foram rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que detectou pelo menos 15 irregularidades. Os erros vão desde a omissão de doações feitas por empreiteiras, como a Construtora Odebrecht, como irregularidades nos cálculos. A ministra Maria Thereza Assis Moura pediu explicações ao candidato que há meses vem criticando as pedaladas fiscais supostamente praticadas pelo governo de Dilma Rousseff. 

Pois é isso mesmo, todos calaram diante da gravidade da situação! Das 15 irregularidades detectadas pelo Tribunal, pelo menos três foram consideradas infrações graves. Elas dizem respeito a doações recebidas antes das prestações de contas parciais e que só foram registradas nas prestações finais, somando mais de R$ 6 milhões. O PSDB informou por meio de nota que já esclareceu ao TSE todas as dúvidas e ratificou os erros apontados pelo Tribunal. Segundo o partido, todas as doações foram registradas com os devidos recibos eleitorais, inclusive as da Odebrecht e Construbase, e as falhas detectadas são erros meramente contábeis. Mas porque foram rejeitadas então?


Se a Rede Globo, Estadão, Folha, Época e Veja não falam disso, nós temos que falar, não é mesmo Gilmar Mendes?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...