Por Genaldo de Melo

Caso se concretize a farsa histórica de ter um
governo até 2018 estabelecido na ilegalidade constitucional, ou seja, sem a utilização
exata das prerrogativas da democracia plena brasileira, que seja através do
voto popular, começaremos exatamente com um governo que além de ser ilegítimo,
será caracterizado inicialmente por duas manchas de vergonha para os brasileiros.
O pior presidente da história brasileira, e o pior presidente da América dos
Sul na atualidade.
Nunca na história política brasileira um
homem representando o governo teve tanta impopularidade em tão pouco tempo. Se comparado
à Dilma Rousseff como querem alguns, fica fora de órbita tal discussão, pois
ela para se tornar impopular ao ponto que chegou, foi necessário muita
propaganda política bem articulada da mídia brasileira, pois Dilma foi gerente
do governo de Lula no segundo mandato, e governou durante mais quatro de forma
competente, começando sua impopularidade apenas em meses recentes, tanto que ganhou às
ultimas eleições contra tudo e contra todos.
Em relação a Michel Temer é vergonhoso sua
condição como presidente interino da República, pois chegou ao patamar de
aprovação de apenas 11% da população brasileira em apenas 100 dias de
administração. Pelos números na história em cerca de 46.400 dias, em 127 anos
de República, ninguém conseguiu tal proeza de ser tão impopular na história
política brasileira com apoio incondicional de praticamente toda a mídia
nacional.
Caso se consolide no governo como farsa
histórica Michel Temer consegue também a proeza de ser atualmente o presidente
da República mais impopular da América do Sul, segundo dados estatísticos
coletados até 16 de agosto
ultimo dos principais institutos de pesquisas da parte de baixo do Hemisfério
Sul. Vejamos o quadro abaixo:
|
Presidente
|
País
|
Aprovação
|
Fonte de pesquisa
|
|
Michel Temer
|
Brasil
|
11%
|
Todos os institutos
|
|
Pedro Pablo Kuczynski
|
Peru
|
70%
|
Instituto CPI
|
|
Maurício Macri
|
Argentina
|
56%
|
Instituto Poliarqui
e Jornal La Nación
|
|
Evo Morales
|
Bolívia
|
51%
|
Jornal Poder Y
Placer
|
|
Rafael Correa
|
Equador
|
35%
|
Cedatos
|
|
Juan Manoel Santos
|
Colômbia
|
30
|
Canal Caracol
|
|
Tabaré Vásquez
|
Uruguai
|
30%
|
Equipos Consultores
|
|
Nicolás Maduro
|
Venezuela
|
23%
|
Instituto Datanálisis
|
|
Horácio Cartes
|
Paraguai
|
23%
|
Jornal UH y
Telefuturo, IBOPE CIES
|
|
Michelle Bachelet
|
Chile
|
19%
|
Instituto Plaza
Pública
|
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