Pular para o conteúdo principal

Gilmar Mendes pode ser o novo presidente

Por Genaldo de Melo
É preocupante o que alguns jornalistas vêm veiculando sobre a possibilidade do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ser escolhido como Presidente da Republica na forma indireta pelo Congresso Nacional, caso haja impossibilidade de continuidade de Michel Temer no cargo.

Não que ele não tenha capacidade para tal posição, mas porque ele não representa nada no mundo político, ele é juiz e ministro de um poder da República, o Poder Judiciário. E não deveria ser “picado pela mosca azul”, como disse no último sábado o colunista de O Globo, Jorge Bastos Moreno.

Se nos últimos tempos vimos que suas posições têm sido políticas e não jurídicas, se envolvendo em tudo e opinando sobre o que não deveria ser de sua competência, e simplesmente denotando ideologicamente compromissos estapafúrdios, preocupa essa recôndita e misteriosa defesa nas entrelinhas de alguns de que ele pode ser o próximo Presidente da República ainda neste ano de 2017.

Gilmar Mendes tem feito discursos que soam como música para os parlamentares, que seriam os eleitores do novo presidente, em caso de cassação de Temer e eleição indireta.

Ontem, ele criticou duramente os vazamentos da Lava Jato feitos pela Procuradoria Geral da República e falou até em anular as delações da Odebrecht. Com esse discurso, Gilmar se cacifa para se tornar presidente numa eleição indireta, com apoio do establishment político e econômico, caso Temer se torne uma mala pesada demais para ser carregada.

Agora o maior problema para o país não é o caso de um Ministro do Supremo Tribunal Federal ser escolhido para ser Presidente da República, a maior preocupação ainda é a possibilidade de entrarmos em trevas sombrias de uma espécie de ditadura judiciária, que parece que vem sendo tecida nos bastidores. Até mesmo porque mais de uma vez Gilmar Mendes denotou truculência para o autoritarismo de opinião!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...