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República de Curitiba agora resolve censurar jornalismo no Brasil

Por Genaldo de Melo
Alguma coisa não está certa nesse país, ou então estamos sob o regime de exceção consciente, e o juiz da República de Curitiba ultrapassou o limite permitido nos regimes democráticos ao autorizar a condução coercitiva do jornalista Eduardo Guimarães, com o discurso de que este vazou informações sigilosas que não deveriam sair dos segredos da Justiça.

Isso é muito grave e deve ser motivo de preocupação de todos aqueles que trabalham com informações nesse país. Principalmente porque sabemos que desde que começou essa tal da Lava Jato, que parece que nunca termina, todos os dias temos na mídia conservadora informações que deveriam ser sigilosas, mas são repassadas na forma seletiva, colocando no olho do furacão apenas uma força política.

Fica difícil de compreender uma censura dessa natureza a um blogueiro progressista somente porque ele é crítico ao processo investigatório, que parece que somente deve terminar quando inventarem uma prova contra o ex-presidente Lula, porque prova contra ele em três anos não se descobriu, enquanto que contra tucanos e peemedebistas tem aos montes. 

Até mesmo o assessor de comunicação da direita brasileira, o colunista da revista Veja, Reinaldo Azevedo, não se contentou com o que aconteceu na condução coercitiva de um homem que apenas passou informações sobre a prisão de Lula, que recebeu de forma sigilosa apenas como jornalista, do mesmo modo que a Rede Globo, as revistas Época e Veja recebem e repassam todos os dias para seus fanáticos seguidores.

Com uma atitude dessa natureza do Juiz da República de Curitiba, a preocupação não deve ser somente de jornalistas reconhecidos pelo seu trabalho, progressistas e conservadores, mas de todos aqueles que escrevem e procuram opinar sobre os assuntos da política nacional. Se não se pode passar e repassar informações, ou mesmo opinar sobre os mais variados assuntos do mundo político, simplesmente estamos entrando nas trevas de uma ditadura não mais militar, como já tivemos, mas numa ditadura do judiciário.

Isso é muito constrangedor para uma democracia, e muito perigoso para os poucos que não são “drogados” midiáticos! Vou até mesmo tomar cuidado com o que escrevo a partir de agora, porque posso ser proibido...

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