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A encenação do desembarque tucano do governo de Temer não engana ninguém

Por Genaldo de Melo
Michel Temer, presidente mais impopular da história e único a ser denunciado por corrupção e comprar descaradamente deputados para não ser condenado, não chegou ao posto que exerce sozinho. Ele contou com o apoio incondicional dos tucanos que não concordaram em perder tantas eleições seguidas nas urnas. Toda a impopularidade de Temer intoxicou também a todos os balões de ensaios colocados no xadrez político pelos membros do tucanato, assessorados exatamente pelo ex-presidente FHC. E não foram poucos até aqui (do próprio Aécio, ao João Dória, ao Alckmin, ao Serra, e até mesmo ao Luciano Huck, que também foi uma invenção de FHC).

Agora tucanos querem esquecer que Aécio perdeu tudo que tinha por corrupção, mais achando que o povo é besta, fala em combate à corrupção, e desesperadamente tentam sair do governo que criaram sem que isso fique colado à imagem e semelhança deles. FHC praticamente exige a descida do Planalto, bem como Alckmin faz a promessa de que como presidente do partido é isso que vai fazer. Mas Aloysio Nunes não sai porque é da cota pessoal de Temer, e também anda dizendo que não vai mais ser candidato à reeleição ao Senado.

Tratam as coisas políticas como se os brasileiros fossem um rebanho nietzschiano de bestas que vão esquecer quem são os verdadeiros culpados por colocar uma organização criminosa no poder, e que logo vão esquecer das coisas e voltar a votar no estranho personagem que administra o Palácio dos Bandeirantes em São Paulo para administrar o Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2019. Além de ser cinismo além da conta, é também cegueira política em não querer enxergar o que dizem todas as pesquisas eleitorais feitas agora. Todos os nomes de balão de ensaio saindo muito bem, menos os nomes defendidos por FHC.

Mas é tudo nos conformes da orquestração que fazem juntos (tucanos e governo) pensando em ludibriar a história, achando que as forças políticas que foram saqueadas politicamente, e que tinham e têm o apoio inconteste do povo (as pesquisas comprovam) vão ficar quietas até o próximo outubro para eles tocarem a música e dançarem como fez o deputado Marun. 

Nada do que fazem agora, e que parece que será melhor acordado no próximo final de semana no encontro de Temer e Alckmin, pode ser considerado matematicamente correto do ponto de vista político, porque no jogo ainda tem Lula, Manuela e outros mais dispostos a não deixar o desastre político continuar no país. Tiram dois ministros atrapalhados do governo (Imbassahy e Luislinda), mas não garantem vitória à presidência, e nem Temer ser embaixador, porque o voto é na urna!

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