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A encruzilhada de quem quis enfrentar as nuvens

Por Genaldo de Melo
Ser praticamente obrigado a participar do processo eleitoral pelas circunstâncias políticas que ele próprio construiu, pensando inicialmente que seria fácil vencer Rui Costa para o Governo do Bahia, não deve está sendo coisa muito fácil para o prefeito de Salvador, ACM Neto. Enfrentar um dos governadores mais bem avaliado como administrador e como político, obra que conquistou ao longo dos últimos três anos, deve está dando muita dor de cabeça no Palácio Tomé de Souza.

Provavelmente quando o processo desastroso do impeachment de Dilma Rousseff estava em pleno vapor (que provocou toda essa crise política por qual passa o Brasil), e em pleno vapor também a moda de perseguir política e midiaticamente o Partido de Rui Costa, os conselhos de assessores e membros do grupo político do Chefe do Poder Executivo da capital baiana fizeram um efeito tão positivo nas mentes e nos corações, que ninguém avaliou que Rui Costa acabaria acima de todos esses pormenores.

De modo que a cada dia que se passa parece que não será nada fácil vencer o atual mandatário da Bahia, bem como não deverá ser muito mais fácil também desistir depois que se colocou como alternativa de poder. Pelo visto para ACM Neto não está sendo fácil, pois ou é candidato com o risco de perder para um sujeito muito bem na fita, ou então se conformar com a covardia de não enfrentar o mesmo, depois que alardeou vitória antes do tempo.

Como a política é como as nuvens que mudam de forma o tempo todo, o prefeito não contou com os desastres naturais que a política sempre causa aos desavisados que ficam dentro dos palácios. Não deve ter esperado a tamanha impopularidade de Michel Temer a lhe perseguir, não deve ter contado com a possibilidade do fim de carreira de forma desastrosa de Aécio Neves, e principalmente não deve ter esperado que seu principal aliado na Bahia (Geddel) fosse preso, e pego com a mão na boca da botija de R$ 51 milhões reais em dinheiro vivo.

Parece que da mesma forma em que o projeto de governar a Bahia, na onda de baixa em que ficou o PT, cresceu vertiginosamente durante um tempo, da mesma forma parece que está murchando à olhos vistos, depois de tantas desgraças dos aliados de ACM Neto. Mas a dor de cabeça dele não deve se restringir apenas a ele, pois ele carrega nas costas um projeto político que governa a capital baiana durante alguns anos, e acreditou que isso eivaria o processo que terminaria no Palácio de Ondina. É uma pena, não se pode jamais confiar nas nuvens...!

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