Por Genaldo de Melo

A classe média brasileira formadora de
opinião precisa de modo urgente abrir os olhos para o que está sendo proposto
pelo governo Bolsonaro para desmontar o Estado brasileiro. É muito grave e não
se trata apenas de desmontar o sistema público de Previdência.
O ministro
da Economia, agora apelidado de “Tchutchuca” dos banqueiros, acaba de anunciar
proposta que é mais radical que a Desvinculação de Receitas da União (DRU) e a
medida de congelamento
do gasto público. Com ela aprovada os governos ficarão livres de destinar
percentuais da receita para políticas públicas específicas.
Os três pilares da maldosa proposta de
desmonte do Estado são as seguintes: a desvinculação de receita e despesa do
Orçamento Público; a retirada do caráter obrigatório dos gastos públicos,
inclusive saúde e educação; e a desindexação das despesas governamentais.
A nova proposta, na verdade, é uma
radicalização da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e da Emenda
Constitucional 95, do congelamento, em termos reais, do gasto público. É mais
grave para a sociedade brasileira do que se imagina.
Sendo aprovada essa nova PEC de Guedes nenhum
governo terá mais obrigação com as transferências constitucionais, as despesas
de pessoal e encargo, os serviços da dívida, os abonos salariais do PIS, os
benefícios de prestação continuada (BPC), os precatórios, as sentenças
judiciais, o seguro-desemprego, as indenizações legais e os pisos de gastos com
saúde, educação, ciência e tecnologia, entre outros.
É preciso urgente que partidos de esquerdas,
movimentos sociais, formadores de opinião da classe média e os democratas desse
país reajam, porque Bolsonaro, Guedes e esses loucos desvairados não têm nenhum
compromisso com o Brasil, conforme os prognósticos dos primeiros 100 dias do
bolsonarismo. Não se trata mais aqui de petismo ou antipetismo, trata-se do
Brasil!
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