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Novos escravos intelectuais

Por Genaldo de Melo
A imagem pode conter: oceano e texto
Um país para ser sério precisa realmente da existência de muitos médicos, veterinários, engenheiros e muitos técnicos nas mais diferentes áreas, capazes de prestarem os relevantes serviços que a sociedade precisa. E um país como o Brasil precisa realmente de muitos médicos, porque os que existem agem como uma raça superior e não vão aos mais diversos rincões do país para atender ao povo.

Agora um país que não forma também pensadores, acaba sendo formado por uma casta de gente de “pele azul”, que adora norte-americanos e europeus, que em vez de empreender processos evolutivos como nação, terminará por imitar exatamente quem pensa e vive de colonizar culturalmente os outros.

A narrativa recente do bolsonarismo obscurantista de que o dinheiro dos contribuintes deve ser respeitado e colocado apenas para formar as raças de “pele azul” hiperbóreas, porque filosofia e sociologia não trazem resultados imediatos aos mesmos, não é uma atitude inteligente. É uma atitude de gente fraca coordenada intelectualmente por gente que quer ganhar dinheiro e não mora no Brasil.

Infelizmente essa visão torta “olaviana” do novo ministro da Educação de atacar as áreas de ciências humanas no Brasil, com o intrínseco discurso do combate ao marxismo cultural inventado por ele mesmo, pode nos causar um mal histórico, que durante os quinhentos e poucos anos de nossa nação nunca existiu.

Médicos, veterinários, engenheiros e técnicos são necessários. Mas todos eles são executores de Políticas e serviços elementares, e não indivíduos capazes de pensar o Brasil. Mas num tempo em que somos governados por um homem que não pensa, tudo é capaz de acontecer inclusive de sermos escravos intelectuais dos outros.

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