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O laboratório da ignorância


Por Genaldo de Melo
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Impressionante o autoritarismo dessa turma de malucos que chegou ao poder junto com o bolsonarismo da ignorância, principalmente na estrutura da Educação brasileira. Estão agindo utilizando a força das regras existentes dentro das próprias estruturas de poder como se fossem eternos, e não mais fossem passar por um processo eleitoral para que a sociedade possa lhes reavaliar nas urnas.

É como se esse país realmente tivesse desistido da democracia, e eles estão aproveitando para mudar todas as regras educacionais para transformar a todos em “robopatas” teleguiados pelo que eles pensam. É absurdo que depois de tantos anos de democracia o Brasil tenha um ministro da Educação, que simplesmente decide diminuir os recursos de universidades, como se estas não fossem os pilares de nossa evolução como nação.

Abraham Weintrab determinou o corte de pelo menos 30% dos recursos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com a narrativa de terem permitido que ocorressem atos políticos, classificados por ele como “balbúrdia”, em seus campi. Estamos simplesmente no limite da ignorância, ou melhor dizendo, temos um ministro ignorante para não dizer uma palavra mais braba.

É o limite da tolerância! O que deve ser feito é aumentar os recursos para o setor acadêmico para que tenhamos gente pensadora e empreendedora em vez de cegos sem castelos. E para piorar ainda mais nossa imagem diante do mundo como um povo realmente ignorante, ainda nos aparece uma deputada ignorante que quer retirar o título de patrono da Educação brasileira do educador brasileiro mais estudado no mundo, Paulo Freire.

É o cúmulo do cúmulo do absurdo! Pelo visto essa turma vai ter mesmo que matar muita gente até as eleições de 2020, porque com todos os problemas que enfrentamos, com certeza nosso povo não vai permanecer calado durante tanto tempo vendo uns malucos decidirem sobre os rumos de nosso próprio futuro, principalmente no campo da Educação. É bom não esquecer que ainda estamos vivos para reagir!

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