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A infantil traição de Temer

Por Genaldo de Melo
Se o interesse de Temer com a sua carta propondo nas entrelinhas a ruptura com o governo de Dilma Rousseff do qual ele mesmo faz parte, que segundo o Diário do Centro do Mundo ele vazou a mesma para imprensa antes de sua chegada ao Palácio do Planalto para causar “frisson”, e acusar o próprio Planalto de ter vazado, ele pode ter dado um tiro no próprio pé (a carta chegou aproximadamente às 22h, horário em que o blogueiro Jorge Bastos Moreno, do O Globo, já tinha posse de uma cópia, embora a íntegra da carta tenha sido publicada às 22h56, uma primeira prévia, em que o blogueiro descreve que Temer “enumera uma série de fatos” e diz que a presidente não confia nele, foi publicada às 21h24, indicando que Moreno já conhecia seu conteúdo neste horário e, portanto, antes de Dilma).

O fato perigoso para o “mordomo de filme de terror”, Michel Temer (PMDB), é que ele assinou no exercício da Presidência, entre novembro de 2014 e julho de 2015, sete decretos que abriram crédito suplementar de R$ 10,807 bilhões mesmo num cenário de crise econômica e queda na arrecadação. A prática é a mesma adotada pela presidente Dilma Rousseff e que consta, agora, como um dos principais motivos para o pedido de impeachment aberto contra a petista na Câmara. Diante disso, a oposição vai pedir ao Tribunal da Contas da União (TCU) uma investigação sobre os atos assinados pelo peemedebista, conforme afirma o Senador tucano Álvaro Dias (PSDB).

Ou seja, se ele achou que as chamadas “pedaladas fiscais” de Dilma, que o Congresso revogou através da aprovação da meta fiscal, pode atingir a mesma com um processo de impeachment, ele também está literalmente arrebentado, porque independemente de ele ser o vice-presidente, no ato de sua assinatura ele era Presidente da República, mesmo que em exercício. Ele assinou, e pronto!

E agora Serra?

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