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‘Meu nome é José Carlos, não amigo de Lula’, diz Bumlai à CPI do BNDES

O pecuarista José Carlos Bumlai fez um desabafo no final de seu depoimento à CPI do BNDES reclamando de ser chamado de “amigo de Lula”. Ele se recusou por quase três horas a responder os questionamentos da comissão, mas na parte final fez algumas considerações, prometendo voltar ao Congresso no final do processo para “mostrar os fatos”. "Até meu nome trocaram. Meu nome é José Carlos, não é amigo de Lula. Esse é meu nome. Quero ter o prazer de poder voltar aqui e mostrar o resultado dessas investigações. Muitas coisas aqui não são realmente a verdade, podem dizer que a verdade é relativa, não são os fatos. Vou mostrar. Quero voltar",  disse Bumlai. Ele repetiu que seu silêncio em relação às perguntas dos deputados se deve à prisão a que está submetido desde a terça-feira passada. Bumlai afirmou que sua trajetória foi construída por trabalho, não amizades. "Tenho princípios, normas. Jamais me deixei levar por amizade com A, B ou C. Minha vida foi construída por trabalho, muito suor, morando em porões, construindo parte desse Brasil que ninguém aqui sabe", afirmou. Bumlai foi preso na terça-feira da semana passada, dia 24 de novembro, na Operação Lava-Jato, justamente o dia em que prestaria depoimento na CPI como testemunha. Bumlai atribuiu o silêncio a essa mudança de “status”, decorrente de sua prisão. "Minha condição é diferente da semana passada. Hoje, o fato de estar sendo investigado em Curitiba faz com que eu tenha de me resguardar de uma série de respostas que poderia ter dado para minha defesa lá em Curitiba",  afirmou Bumlai, em sua exposição inicial. Após a breve fala, os deputados começaram a fazer perguntas e para todas elas o pecuarista respondeu que fica em silêncio por orientação de seu advogado. Bumlai é acusado de ter recebido recursos do lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano. Segundo o lobista, o dinheiro seria para pagar um imóvel para uma nora do ex-presidente Lula. Ele é citado ainda como tendo recebido um empréstimo de fachada junto ao banco Schain que serviria para pagar despesas do PT. Estão sob questionamento ainda financiamentos obtidos por empresas dele junto ao BNDES. (O Globo)
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